domingo, 18 de janeiro de 2026

Gaza, um “cessar-fogo” manchado pelo sangue e pelo apagão mediático

O genocídio em Gaza é um dos eventos mais pertinentes na mobilização social, na construção de alianças e no despertar de milhares de pessoas para a política. Para contar essa história, foram muitos os jornalistas a dar a sua vida.

Anas Al-Sharif, correspodente da Al Jazeera em Gaza, morto em agosto de 2025 num ataque israelita. Foto publicada no X.

 

Escrito por Pedro Caldeira Rodrigues

A Palestina foi de novo remetida a um apagão mediático na sequência do “cessar-fogo” anunciado por Donald Trump em 10 de outubro. Desde então, centenas de palestinianos foram mortos em Gaza, enquanto se acentua a repressão indiscriminada de Exército e colonos nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém leste. Com um silêncio quase generalizado dos media dominantes. 

Em 16 de abril de 2025, a fotojornalista independente palestiniana Fatima Hassouna e dez familiares, incluindo uma sua irmã que estava grávida, foram mortos em Gaza por um míssil israelita. Fatima, 25 anos, tinha sido protagonista do documentário Put your soul on your hand and walk, sobre o quotidiano da população civil no enclave palestiniano e a sua morte ocorreu um dia após o filme ter sido selecionado para o Festival de Cannes 2025. O bombardeamento que atingiu a sua casa foi deliberado, e destinado a impedir que continuasse a documentar o programado genocídio em Gaza. 

Cerca de um mês antes, em 24 de março, Hossam Shabat, 23 anos, o correspondente da Al Jazeera Mubasher, o canal em língua árabe e colaborador a plataforma digital independente Drop Site News era deliberadamente morto por um ataque aéreo que atingiu o seu carro em Beith Lahia, norte de Gaza. 

Shabat previa que a sua vida poderia ser breve e antes do seu assassinato deixou um pungente testemunho. Tinha sido deslocado de sua casa em Beit Hanoun, ameaçado pelos militares israelitas, assistido à destruição do restaurante de sua família, à perda de 30 familiares. No entanto, prosseguiu as suas reportagens, apesar da escassez de alimentos e de alojamento, comuns à generalidade da população.  

O seu colega Anas Al-Sharif, 28 anos, também um repórter da Al Jazeera em língua árabe e que acompanhou o funeral, era morto em 10 de agosto de 2025 num novo ataque aéreo deliberado, que matou outros quatro jornalistas e dois civis. À semelhança de Shabat, era também acusado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) de ser “colaborador ou operacional” do Hamas, alegação nunca provada.  

Falso cessar-fogo e apagão mediático  

Em 10 de outubro, o presidente dos EUA Donald Trump anunciava um “cessar-fogo” em Gaza. Desde então, a questão palestiniana voltou a descer na agenda mediática, uma espécie de crescente “apagão”, enquanto se acentuava a ocupação israelita, as prisões, as mortes, incluindo de mais jornalistas e fotojornalistas.  

No decurso da “Cimeira da Paz de Gaza” que reuniu três dias depois cerca de 30 países e representantes internacionais na estância egípcia de Sharm el-Sheikh, mas sem a presença de israelitas e palestinianos (o líder da Autoridade Palestiniana teve uma participação marginal), Trump proclamava a “Paz no Médio Oriente” e o “fim da guerra”.   

O “Plano de Paz para Gaza”, muito favorável a Israel que inclui 20 pontos específicos, acabou por ser aprovado no Conselho de Segurança da ONU em 17 de novembro, constituiu um sucesso diplomático para este país. Será Trump a dirigir o “Conselho de supervisão”, com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, também ex-enviado especial do ineficaz “Quarteto para a Paz” no Médio Oriente e um dos protagonistas da invasão do Iraque em 2003, na função de “diretor executivo”.   

O “apagão mediático” coincidiu com a sistemática violação do cessar-fogo pelas forças israelitas, para além de novos ataques mortíferos no Líbano ou nos territórios ocupados na Síria. Afinal, um “cessar-fogo” manchado pelo sangue e em risco de colapso total. Desde o seu anúncio já foram mortos mais de 360 palestinianos em Gaza, para além dos mortos, feridos e detenções que diariamente ocorrem na Cisjordânia e Jerusalém leste, territórios ocupados desde 1967.   

A resposta do Governo de Benjamin Netanyahu aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2022 nas periferias de Gaza assumiu proporções apocalíticas, incluindo a deliberada eliminação física dos jornalistas que se encontravam no enclave.  

Mais de 70 mil mortos, na maioria civis, em particular mulheres e crianças, para além dos milhares (calcula-se que pelo menos 10 mil) que permanecem nos escombros. Entre estas vítimas, contam-se pelo menos 246 jornalistas e profissionais dos media, na larga maioria palestinianos.  

Em paralelo, os israelitas impediram durante mais de dois anos a entrada de jornalistas ocidentais e enquanto se acentuava o genocídio, confirmado em 16 de setembro de 2025 num extenso relatório da Comissão internacional independente promovida pela ONU, de imediato renegado pela liderança israelita. 

Reféns humanos e sub-humanos   

Após a proclamação do “cessar-fogo”, as informações dos principais media ocidentais sobre a situação em Gaza e na Cisjordânia (pelo menos 1.000 palestinianos mortos e 10.000 feridos mortos neste território ocupado desde outubro de 2022) centraram-se na entrega dos reféns israelitas, vivos e mortos, e quase ignoraram o regresso dos prisioneiros e reféns palestinianos, vivos e mortos, à sua terra.   

Sobre os reféns israelitas soube-se quase tudo. Foram divulgadas as suas fotos, referida a sua idade, apresentados os seus familiares e amigos, difundidas imagens da sua libertação, destacadas as homenagens aos que regressaram sem vida. São os reféns “civilizados”.   

Pelo contrário, dos 10 mil palestinianos nas prisões israelitas, muitos também reféns e detidos sem culpa formada, pouco ou nada se sabe. Foi o Governo de Netanyahu a decidir quem iria libertar no processo de troca. E quanto às dezenas de corpos de palestinianos “devolvidos” por Israel, muitos com sinais de torturas e mutilações, apenas breves referências. “Conteúdos sensíveis”, avisava-se no início das peças televisivas. O reflexo destas decisões no terreno ainda não é totalmente claro, e resta saber o que fará Israel quando for entregue o corpo do último refém.   

Para os dirigentes israelitas, todos com laço amarelo entrelaçado na lapela, a não devolução imediata dos corpos de todos os reféns que permaneciam entre as ruínas de Gaza serviu como argumento para prosseguir a carnificina. E esta abordagem generalizou-se à sociedade israelita, num momento em que a censura e a repressão interna se acentuaram.   

Nas manifestações contra Netanyahu, indiciado por crimes de corrupção e que agora procura um indulto presidencial, também dominaram os símbolos nacionalistas. As vozes que se insurgem contra o genocídio em Gaza são raras. A larga maioria mobilizava-se pela libertação dos reféns e ignorava a situação em Gaza ou na Cisjordânia. Para muitos, todo o palestiniano é um potencial “terrorista”. Estava justificado o massacre.   

Assim, as informações dos media dominantes – decisivo entender quem são os proprietários – têm sublinhado os “terroristas” que continuam a ser mortos, para além de evasivas informações sobre novos e cada vez mais violentos ataques de colonos sionistas na Cisjordânia, ou dos bombardeamentos israelitas no Líbano e Síria, com dezenas de vítimas.   

Uma situação reveladora da influência de Israel sobre a generalidade dos governos ocidentais, como se comprova com a recente visita do chanceler alemão. Enquanto a situação nas terras palestinianas era ocultada pela “agenda mediática”, a evolução da guerra russo-ucraniana voltava a emergir como assunto privilegiado e quase exclusivo nos temas internacionais.   

Racismo e supremacismo   

A proibição imposta pelos israelitas aos jornalistas estrangeiros de entrarem em Gaza – desde o alegado cessar-fogo de 10 de outubro têm sido permitidas deslocações estritamente controladas às zonas ocupadas pelas IDF e delimitadas pela difusa ‘linha amarela’ que abrange cerca de 1/3 do exíguo território – insere-se na estratégia fomentada pela máquina de comunicação e desinformação israelita, com as consequentes perversões na abordagem dos media dominantes ocidentais sobre Gaza, e da perceção sobre a guerra transmitida às ‘opiniões públicas’.   

Apesar do fim dos combates a ajuda humanitária, incluindo o envio de alimentos e medicamentos essenciais, permanece praticamente interdita. A passagem de Rafah, na fronteira com o Egito e controlada pelos israelitas, poderia ser aberta, mas “apenas para a saída de palestinianos”.   

Permaneceram as restrições de acesso a terras cultiváveis e à pesca marítima, enquanto se aguarda o anúncio de um governo “tecnocrático” para Gaza sem representantes do Hamas ou da Fatah. Verificaram-se desde outubro diversas execuções sumárias nos territórios ocupados pelas IDF, algumas divulgadas em vídeo, e que ilustram a desumanização dos árabes na sociedade israelita – incluindo os palestinianos que são “cidadãos formais” de Israel desde 1948 –, galvanizada pela extrema-direita no poder.   

O filósofo Alberto Toscando em recente entrevista, dissecou a atual deriva extremista, ao assinalar que “Israel possa ser percebido por uma direita racista, ocidentalizada e suprematista como a afirmação ou a realização quase utópica das suas ideias: a possibilidade de ser livre para dominar o outro, o outro racializado, o indígena, com total impunidade dentro de uma sociedade tecnologicamente avançada, neoliberal e capitalista”.  

Com um orçamento para a Defesa que atinge os 34 mil milhões de dólares, o Governo de Netanyahu pretende garantir a legitimidade internacional para uma perpétua ocupação, e um regresso aos “grandes negócios” com a inclusão dos “Estados árabes moderados”.   

Uma estratégia em total consonância com o seu grande aliado imperial. Na nova Estratégia de Segurança Nacional aprovada em novembro por Trump – onde se alerta para uma Europa em processo de “erosão civilizacional” e que redireciona os meios militares para as Américas – o Médio Oriente não está esquecido. O documento defende um “Israel seguro” e manifesta interesse na “expansão dos Acordos de Abraão a mais nações da região e a outros países do mundo muçulmano”. Assinala ainda que o Médio Oriente deixou de ser “uma fonte potencial de catástrofe iminente, como acontecia anteriormente”.   

Esta abordagem deixa entender que a “questão palestiniana” deverá ser “resolvida” de vez. A intensificação do genocídio em curso ou a expulsão compulsiva das populações palestinianas serão “métodos” que não devem ser excluídos.  

Fabrico do consentimento  

A confusão permanente entre factos e opinião sobre a “guerra de Gaza” também contribuiu para comprometer as capacidades de discernimento e fomentar a desinformação. À insistência quase diária sobre os “massacres do grupo terrorista Hamas” sucedeu-se a “destruição de Gaza”, depois a “a fome generalizada”, e por fim o “cessar-fogo”.   

Fadiga da guerra, crescente acomodamento das opiniões públicas, influência de Israel sobre diversos governos ocidentais cúmplices com a “punição coletiva” de um povo, o poder dos ‘lobbies’. Neste contexto, impôs-se um carimbo “antissemita”, mesmo “terrorista”, às informações provenientes do terreno, enquanto a ausência de jornalistas estrangeiros fornecia o argumento sobre uma informação manipulada vinda de Gaza e apenas vinculada pelo Hamas.   

No terreno, correspondentes de diversos media, com destaque para a cadeia televisiva Al Jazeera, testemunhavam um dos maiores crimes de guerra da época contemporânea. Filmaram a morte dos outros e anteciparam a sua própria morte. O balanço final está longe de concluído.   

O comentário “propagandístico” permaneceu instalado, em particular nos media ocidentais, suscitando perplexidade, dúvida, descrédito e revolta. Com o prosseguimento do assalto israelita, impôs-se uma “guerra de representação” mediática. E as decisões das direções editoriais – o que cobrir, que palavras utilizar nas aberturas das notícias, que imagens mostrar – influenciaram decisivamente a perceção das audiências sobre a situação no terreno.   

As expressões utilizadas, ou omitidas, na generalidade dos noticiários tiveram um impacto prolongado. Os jornalistas palestinianos no terreno foram decisivos em contrariar essa narrativa. E o preço que pagaram e pagam é demasiado elevado.  

Ao apresentarem a propaganda israelita como uma “opinião”, tal como as outras, os media dominantes ocidentais, em particular na Alemanha, Reino Unido, mesmo França, agiram como “fabricantes da dúvida” e do “fabrico do consentimento”, permanecendo atores centrais no fabrico da desinformação, da “normalização” e “banalização” da barbárie.  A “guerra de Gaza”, com os meios militares utilizados, a impunidade sem limites, a cumplicidade ou cinismo da generalidade da “comunidade internacional”, poderá constituir um inédito “balão de ensaio” para guerras futuras.   

A Hasbara  

A estratégia de comunicação do Governo israelita, que também alimenta as informações da imprensa internacional, tem sido determinante nesta parcial abordagem e assenta na Hasbara, termo que em hebraico significa “explicação” ou “explanação”.  

Esta expressão foi divulgada no início do século XX pelo jornalista polaco e ativista sionista Nahum Sokolow, definindo-a como estratégia de comunicação “destinada a explanar ações, sejam ou não justificadas” na defesa e promoção dos interesses do país. Uma operação de relações públicas através dos media ou de outros meios, incluindo na área do ensino, destinada a considerar os israelitas vítimas e os palestinianos agressores. A denúncia de bebés israelitas decapitados pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro de 2023 – das primeiras alegações pelos porta-vozes oficiais, mais tarde retiradas –, inseriu-se na estratégia de propaganda da Hasbara, com o objetivo de desumanização do inimigo para justificar implacável retaliação. A generalidade dos media, incluindo em Portugal e com a convivência de diversos analistas e comentadores, também as propagou.  

No cumprimento da “diretiva Hannibal”, cidadãos israelitas também foram mortos no início da contrarresposta militar enquanto decorriam os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023. Na versão original, esta diretiva indicava que “o rapto deve ser impedido por todos os meios, mesmo ao preço de atingir e provocar danos nas nossas próprias forças”. A reformulação deste protocolo terá sido ordenada em 2016 pelo então chefe de estado-maior IDF, Gadi Eizenkot.   

Diversos jornais israelitas, incluindo o Haaretz, e uma comissão de inquérito da ONU, concluíram que as IDF aplicaram a diretiva no próprio dia 7 de outubro de 2023, ao ordenarem que fosse impedido “a todo o custo” o sequestro de civis ou soldados israelitas, que terá implicado a morte de um elevado número de reféns que o Hamas pretendia levar para Gaza, na perspetiva de uma futura troca com palestinianos detidos nas prisões israelitas.   

Israel também voltou a aplicar em Gaza, e depois no Líbano, a estratégia militar que implica destruição em larga escala das infraestruturas civis, a designada “Doutrina Dahiyeh” (ou Dahiya) inspirada na devastação do bairro de Beirute Dahiyeh, bastião do Hezbollah, na guerra de 2006. O objetivo desta doutrina consiste em penalizar a população civil para fomentar a desmoralização entre os combatentes e, inclusive, a revolta popular contra as suas lideranças, objetivo até ao momento votado ao fracasso.   

Descontextualização e desmemória   

As estratégias militares israelitas implicaram crescentes denúncias sobre a consumação de um genocídio ou de uma generalizada limpeza étnica em Gaza. E surgiam novas questões sobre a função dos media internacionais dominantes, ou do seu envolvimento no mecanismo do genocídio pela desculpabilização dos seus autores, para além da tendência em associarem qualquer crítica ao Governo sionista de Israel como manifestação de antissemitismo.   

Como notaram Serge Halimi e Pierre Rimbert (Le Monde diplomatique, outubro de 2024), desde 2016 que o ‘lobbie’ judaico se empenha em que um crescente número de Estados adote a caracterização de antissemitismo estabelecida pela Aliança Internacional Para a Memória do Holocausto, depois promovida pelo Parlamento Europeu: “O antissemitismo é uma certa perceção dos judeus, que pode ser expressada como um ódio aos judeus”.   

Esta fluida definição é de seguida acompanhada por 11 exemplos, sete dos quais consideram as críticas a Israel como manifestação de antissemitismo. O objetivo consiste em “disciplinar” os debates sobre a questão palestiniana, desacreditá-la, impedir mobilizações, confirmando a duplicidade de critérios. Neste aspeto, os media dominantes cumpriram a sua missão.   

Com frequência, muitos comentadores e comentadoras – a maioria com total desconhecimento do terreno – repetiam o “direito de Israel a defender-se”, omitindo a referência à natureza colonial do Estado judaico ou ao direito de resistência das populações palestinianas, sujeitas a décadas de ocupação e humilhação. Nessa perspetiva, flagelou-se o islão político, as ambições regionais do Irão, apontado como o único fator de desestabilização regional, mas evitou-se abordar a natureza do sionismo político, que assenta no apartheid e na exclusão.  

Não se questionou o projeto do “Grande Israel do Nilo ao Eufrates”, presente no discurso de influentes dirigentes e instituições do país. Foi feita escassa referência à descoberta de importantes jazidas de gás ao largo de Gaza, que suscitaram imediatas cobiças de conglomerados internacionais. Ou à total impunidade no longo processo de expropriação de terras e destruição do património palestiniano, ao contínuo desrespeito pelas leis e resoluções internacionais.

Progressivamente, instalou-se um paradoxo. A campanha promovida Israel na Faixa palestiniana será a mais bem documentada da história através dos ‘smartphones’ e redes sociais, sendo impossível prosseguir a ocultação. Em paralelo, emergiu uma sofisticada “arte da negação” e sucessivas tentativas em impor uma realidade encriptada, fomentada pela maioria da sociedade israelita e absorvida por um discurso dominante repleto de “perceções”.  

Esta situação implicou reações quase imediatas. À propaganda israelita contrapôs-se parte considerável da “opinião pública” à escala mundial, que se mobilizou contra um sanguinário quotidiano a que tinha acesso através de algumas televisões com repórteres no terreno, e pelas redes sociais.  

Em Gaza, nada foi poupado: escolas, hospitais, maternidades, bibliotecas, museus, cemitérios, locais de culto, organizações de ajuda humanitária, num processo sistemático de apagamento da identidade, da cultura, da memória e da história deste povo. Numerosas famílias foram dizimadas, dos avôs aos netos, e muitas crianças foram impedidas de nascer, com o propósito de reverter o atual equilíbrio demográfico entre judeus e palestinianos. Ao apresentarem a propaganda israelita como uma “opinião”, tal como as outras, os media dominantes agiram como “fabricantes da dúvida” e permaneceram atores centrais no fabrico da desinformação, da “normalização” e da “banalização” da barbárie.


[Fonte: www.redeanticapitalista.net]



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