Escrito por Rafael Domingos
Oliveira
[…] os crimes que Israel comete
contra os civis árabes, dos quais o massacre de Kafar-Qassim é um exemplo
chocante, não decorrem de uma “má” aplicação da “excelente” herança sionista,
mas sim de uma excelente aplicação da terrível herança sionista.
Mahmud
Darwich, 1973, sobre o massacre de Kafar-Qassim em 1956
Em Tel Aviv, alguém prepara uma
refeição. Uma televisão permanece ligada, os carros atravessam a cidade, uma
criança é colocada para dormir. Cenas do cotidiano, da vida acontecendo nos
edifícios da capital econômica de Israel. Nos terraços destes mesmos edifícios,
homens e mulheres contam como participaram da destruição de outras casas, em
Gaza, onde também havia crianças, televisões e pessoas esperando o jantar. É
desse encontro terrível entre o que se vê e o que se ouve que Naza, de Yuval Abraham e Rachel Szor,
retira boa parte de sua força. A vida segue em Tel Aviv. E a facilidade com que
pode seguir, enquanto a algumas dezenas de quilômetros famílias inteiras são
assassinadas, torna-se uma das questões mais perturbadoras deste documentário
que revela uma sociedade vivendo na zona de interesse.
Filmados à noite, com rostos e vozes
protegidos, 24 integrantes das forças militares e da inteligência israelense
descrevem procedimentos de vigilância, seleção de alvos e autorização de
ataques contra Gaza. O título vem de nezek agavi, expressão hebraica para “dano colateral”, que na linguagem dos
operadores são pessoas cuja morte é prevista antes de um bombardeio. Elas não
são mais pessoas; tornam-se uma quantidade de “naza”. Essa contabilidade
antecede os cadáveres. O filme registra o trabalho necessário para produzi-los,
as permissões que o tornam executável e as justificativas com que seus agentes
voltam para casa. Seu valor como documento histórico está, desde aí, na
possibilidade de acompanhar a violência sendo organizada por aqueles que
conhecem bem seus procedimentos, já que os executam.
Assisto Naza e vem à mente Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt
(1963), sobretudo pela relação entre linguagem, julgamento e responsabilidade.
Ao acompanhar o julgamento, em 1961, do funcionário nazista encarregado pelo
planejamento e operacionalização da chamada “solução final”, Arendt encontrou uma
desproporção assombrosa entre a enormidade dos crimes e a pobreza das fórmulas
com que ele explicava sua atuação. A banalidade dizia respeito a essa maneira
de agir e pensar, incapaz de considerar a posição do outro, sem diminuir a
gravidade do que se havia feito.1 No filme,
impressiona a desenvoltura com que conhecimentos sofisticados convivem com uma
compreensão moral tão estreita da própria atividade. Aqueles agentes
israelenses sabem fazer cálculos, operar sistemas, interpretar informações. O
que deixam de sustentar é a pergunta sobre o direito de fazer aquilo. Arendt
examina as regras de linguagem que permitiam aos funcionários nazistas conhecer
o extermínio sem associá-lo às palavras pelas quais reconheciam um assassinato.
O vocabulário de Naza cumpre uma função
que podemos ler nessa chave. A criança continua ali, mas aparece no cálculo sob
uma designação que dispensa imaginar sua vida. Há uma distância fabricada
dentro da própria frase.
Quando um entrevistado diz que, se
questionassem o que faziam, o sistema desmoronaria, ele revela o trabalho
político exigido para conservar essa distância. Outro oferece uma justificativa
familiar: “Se não fosse eu fazendo isso, seria outra pessoa”. A possibilidade
de substituição é apresentada como dispensa de responsabilidade, embora
confirme que houve alguém disponível para realizar a tarefa.
Também merece atenção a passagem em que
Arendt descreve o alívio de Eichmann diante da adesão das autoridades reunidas
em Wannsee: a aprovação da sociedade respeitável autorizava sua consciência.2 Em Naza, a confiança na hierarquia, nos
especialistas e nos procedimentos oferece uma proteção semelhante ao julgamento
de quem executa. Tudo recebeu uma autorização; portanto, cada um pode ocupar-se
de sua parte. Essa divisão faz o crime atravessar muitas mãos, e cada uma delas
procura entregá-lo à seguinte. A responsabilidade, porém, precisa percorrer o
caminho inverso, reconstruindo quem decidiu, quem autorizou e quem realizou.
Há ainda algo que excede a imagem do
funcionário indiferente. O intelectual palestino Abdaljawad Omar, em sua
crítica ao filme, chama a atenção para a satisfação de alguns entrevistados com
o poder que exerciam. Ele encontra uma inflexão no conhecido modelo israelense
de “atirar e chorar”: aparecem o prazer da operação bem-sucedida e a perda
daquele poder quando o serviço termina.3 Essa observação deve
acompanhar a leitura arendtiana. A rotina pode conviver com entusiasmo, racismo
e orgulho profissional. A morte administrada não deixa de ter desejos por trás
dela. É justamente por conservar essas diferenças, sem oferecer a todos um
mesmo roteiro de arrependimento, que Naza consegue ser tão incômodo.
Os aspectos formais do filme sustentam
as ambivalências. As entrevistas acontecem no alto dos edifícios, contra uma
cidade iluminada, e a câmera observa pelas janelas a continuidade da vida
doméstica. A noite protege as fontes, mas também permite ver a sociedade que
abriga seus relatos. A ausência de trilha musical entrega a cena às vozes, às
pausas e aos sons da cidade. O cotidiano entra pelos ouvidos com uma
indiferença que nenhuma música precisaria acentuar. Enquanto escutamos a
descrição de uma família atingida, vemos a intimidade preservada de outra. Os
diretores nos fazem permanecer nessa simultaneidade, sem o alívio de uma emoção
previamente conduzida. Os prédios em construção de Tel Aviv, intercalados com
os relatos da destruição de Gaza, dão espessura material a essa relação. De um lado,
novas moradias projetam vidas futuras; do outro, a destruição das casas impede
o retorno. Os terraços de onde se fala se opõem, nessa geografia do filme, à
vida palestina empurrada para baixo das lajes, aos corpos soterrados, aos
sobreviventes procurados entre ruínas. A verticalidade tem uma distribuição
política. A cidade que cresce pode continuar a reconhecer-se como lugar de
progresso enquanto participa da eliminação das condições de existência de outra
população. O florescimento de uma vida aparece protegido da obrigação de
responder pela devastação da outra.
A inteligência artificial amplia a
escala dessa administração. Lavender, o sistema de
inteligência artificial investigado pelo próprio diretor do documentário,
Abraham Yuval, na +972 e no Local Call em 2024,
classificava palestinos como suspeitos de vínculo com organizações armadas.
Segundo as fontes da reportagem, o sistema chegou a assinalar cerca de 37 mil
pessoas, com verificações humanas de apenas vinte segundos. Eram suspeitos
produzidos por um procedimento de classificação, sem que isso comprovasse a
condição de combatente de cada pessoa.4 O intervalo entre
uma recomendação e um ataque torna-se tão curto que a revisão corre o risco de
funcionar apenas como um carimbo. A responsabilidade humana permanece na
definição dos critérios, na aceitação dos resultados e na decisão de
transformar uma indicação em sentença de morte.
Já o sistema chamado Where’s Daddy? (onde está o
papai?), também apresentado na voz dos depoentes genocidas do documentário,
acrescenta uma perversidade a esse processo: a volta de alguém à casa da
família pode produzir o alerta para um ataque. Os relatos incluem a escuta de
telefones e o acesso à intimidade doméstica. Um agente pode saber que há
crianças, reconhecer conversas, ouvir a vida acontecendo e autorizar sua
destruição. A distância tecnológica convive, portanto, com uma proximidade
invasiva. Aquelas pessoas são suficientemente conhecidas para serem
localizadas, mas seus vínculos não lhes conferem proteção. Na entrevista à NPR,
Rachel Szor destaca precisamente o quanto os operadores sabiam sobre as
famílias que seriam bombardeadas. Yuval recorda ainda o depoimento sobre
incendiar casas e destruir seus álbuns e cadernos: apagavam-se as marcas de
quem vivera ali.5 A técnica organiza
uma forma de conhecimento da qual se procura retirar toda obrigação diante do
conhecido.
É nesse ponto que a expressão “efeito
colateral” precisa enfrentar o que pretende encobrir. Prever mortes civis, nos
níveis macabros em que são descritas e normalizadas, demonstra a intenção
específica exigida para caracterizar genocídio. A questão envolve os alvos, os meios
empregados, as precauções, os padrões de destruição e os objetivos políticos.
Um dos oficiais ouvidos resume sua compreensão da missão: “Você entende que o
objetivo é destruir”. Em Naza, a repetição dos
procedimentos torna insuficiente a explicação de um acidente ou de um excesso localizado.
A casa palestina torna-se unidade recorrente de ataque e a população perde os
meios de permanecer no território. É necessário examinar a finalidade do
conjunto, em vez de aceitar que cada família morta seja isolada da seguinte por
um novo cálculo.
A noção de genocídio por atrição
permite compreender essa destruição continuada das condições que permitem a um
povo sobreviver: água, alimento, abrigo, cuidados médicos. Ela se combina com a
morte imediata provocada pelos bombardeios. A Convenção de 1948 inclui a
imposição deliberada de condições de vida destinadas à destruição física, total
ou parcial, de um grupo, quando presente a intenção de destruí-lo enquanto tal.
Foi examinando atos e intenção que a Comissão Internacional Independente de
Inquérito da ONU concluiu, em setembro de 2025, que Israel cometeu genocídio em
Gaza.6 O filme acrescenta
relatos internos a esse conhecimento. A supressão de uma casa alcança também a
possibilidade de recomeçar nela. Destruir o lugar a que alguém poderia voltar
prolonga a violência para além do instante da explosão.
Os depoimentos também dificultam a
tentativa de atribuir tudo a Netanyahu e aos setores mais ostensivamente
fascistas de seu governo. Como observa Sebastian Ben Daniel, estão sob exame
integrantes das unidades prestigiosas, ligados ao universo educado e
tecnológico que a sociedade israelense costuma apresentar como sua face
liberal. Há uma base social para essa violência. Em pesquisa do Pew realizada
em 2024, apenas 4% dos judeus israelenses entrevistados consideravam que a
resposta militar havia ido longe demais, diante de 74% entre os cidadãos
classificados pelo instituto como árabes israelenses (palestinos que vivem em
Israel).7 Esses números
mostram uma enorme desigualdade na disposição de reconhecer o excesso, que
depende, curiosamente, do pertencimento identitário de cada entrevistado. A
normalidade filmada em Tel Aviv tem instituições e convicções que ajudam a
sustentá-la. A ocupação e a despossessão palestina atravessam governos; sua
continuidade não se explica pelo temperamento de um primeiro-ministro, por pior
e grotesco que seja.
Essa cadeia de decisões estende-se para
além de Israel. Segundo levantamento do projeto Costs of War, da Universidade
Brown, e do Quincy Institute, os Estados Unidos destinaram ao menos US$ 21,7
bilhões à ajuda militar a Israel entre outubro de 2023 e setembro de 2025.8 Essa continuidade
material precisa entrar na discussão sobre a posição internacional diante do
genocídio. A iniciativa da África do Sul na Corte Internacional de Justiça e as
mobilizações pela Palestina enfrentam uma ordem em que governos podem
reconhecer o sofrimento e, ao mesmo tempo, continuar fornecendo os meios de
produzi-lo. A fabricação de uma bomba, seu financiamento e sua entrega têm
responsáveis. O procedimento burocrático atravessa fronteiras antes de
encontrar o operador que aparece na tela. Também as disputas no interior das
comunidades judaicas fazem parte dessa história. Em janeiro de 2024, a CONIB
condenou o apoio brasileiro à ação sul-africana e sustentou que Israel apenas
se defendia. Coletivos como Vozes
Judaicas por Libertação e Jewish Voice for Peace, por sua vez,
organizam-se como movimentos judaicos antissionistas, denunciam o genocídio e
exigem o fim do fornecimento de armas.9 São escolhas
políticas que impedem tratar judaísmo, sionismo e Estado de Israel como uma
única coisa. As organizações que legitimam a violência devem responder por suas
posições concretas, sem receber das identidades que invocam uma imunidade à
crítica, como deseja Israel. A dissidência judaica importa porque rompe a
pretensão de que a segurança dos judeus dependa necessariamente da sujeição dos
palestinos. Essa ruptura precisa produzir consequências para os que seguem
submetidos à violência.
A perseguição aos realizadores ajuda a
compreender o que está em disputa. Abraham e Szor foram ameaçados de perder a
cidadania; extremistas se manifestaram diante da casa da família de Szor, com
palavras de ordem pedindo a morte de traidores. No início de outubro de 2026, Netanyahu
pediu uma investigação contra os participantes do filme e que fossem
processados.10 A proteção das
fontes tem, portanto, razões concretas. A denúncia pode expor quem fala a uma
punição que os crimes relatados não produziram, isto é, uma espécie de punição
pelo “crime errado”. Esse esforço de intimidação torna ainda mais necessário
defender o filme e seus autores, mantendo diante de nós a pergunta sobre os
atos de cada entrevistado. Ter rompido o silêncio não apaga o que alguém fez
antes de falar.
As críticas palestinas são
indispensáveis para que essa defesa não se acomode. Ayat Abou Shmeiss, poeta
palestina de Jaffa que perdeu familiares num bombardeio, escreveu sobre a
proposta e a recepção de Naza, declarando que não
o havia visto e não o pretendia ver. Ela reconhece a importância de acessar
decisões internas às quais os palestinos dificilmente teriam acesso. Seu
incômodo está na possibilidade de que sua família, suas casas e seus mortos se
tornem a matéria de uma recuperação moral israelense. O que acontece depois que
os responsáveis se olham? Quem deve receber a reparação?11
Segundo essa crítica, a exposição tem
valor, mas não contém, por si, uma resposta a essas perguntas. O sofrimento de
um povo não pode terminar convertido em recurso para que seus algozes voltem a sentir-se
humanos. Essa tensão alcança a recepção internacional.
O médico Omar Abdel-Mannan questiona
por que as denúncias ganham uma credibilidade diferente quando chegam pelas
vozes israelenses e adverte que assistir a Naza deve ampliar a escuta dos palestinos.12 Há nisso uma
expressão do apartheid cognitivo, noção que venho defendendo neste debate: as
vítimas produzem conhecimento sobre a própria destruição, mas seu relato
permanece sob suspeita até receber a confirmação de quem ocupa uma posição
reconhecida de autoridade. Os jornalistas palestinos já haviam mostrado
famílias exterminadas e hospitais destruídos. Muitos pagaram com a vida por
esse trabalho. O filme deve ser incorporado a esse arquivo, preservando a
precedência e a autonomia de quem documentou a violência enquanto a sofria.
Acredito que Naza deve ser visto também por isso. Um
documento histórico não precisa inaugurar o conhecimento de um crime para ter
importância. Pode revelar sua organização, registrar vocabulários, fornecer
elementos para reconstruir responsabilidades e dificultar a negação. A proteção
jornalística de uma fonte, por meio do anonimato preservado no documentário,
não equivale a uma absolvição. O filme pode ganhar força política nos usos que
faremos dele: sua circulação pode alimentar investigações, ampliar a pressão
pelo fim da cooperação militar e fortalecer exigências palestinas de justiça. A
emoção da sessão não deve encerrar o assunto.
Durante quase todo o documentário,
ouvimos mais porque vemos menos de Gaza. A ausência prolongada de suas imagens
concentra nossa atenção nos mecanismos descritos, até que o desfecho nos leva a
um pai procurando os filhos sob os escombros. A passagem é devastadora. Também
permanece aberta à pergunta palestina sobre o lugar atribuído às vítimas:
depois de tanto tempo escutando os operadores, que existência lhes é devolvida?
Para mim, a cena deve ser recebida como a interrupção brutal da linguagem que
as havia reduzido a uma quantidade. Ali, o que se procura é alguém. Um filho,
com uma história que o filme não nos pode restituir inteira.
A consequência política dessa leitura
ultrapassa a mera troca de governo ou a promessa de procedimentos militares
mais “humanizados”, como querem sionistas moderados (assassinos moderados?).
Assim como muitos movimentos palestinos e de judeus antissionistas, não vejo
solução justa e duradoura fora da construção de um único Estado democrático em
todo o território da Palestina histórica, com igualdade de direitos para
palestinos e judeus. Isso exige um processo de dessionização daquela sociedade:
o desmonte das instituições que organizam o privilégio nacional e a
despossessão palestina, acompanhado de um processo de justiça, retorno dos
refugiados e reparação. A igualdade deve assegurar a permanência, a segurança e
a liberdade religiosa e cultural de todos, sem expulsões ou punições coletivas.
Os palestinos precisam participar como sujeitos da definição desse futuro, com
o direito de recuperar sua terra, sua memória e suas condições de vida. Os
sionistas precisam ir ao banco dos réus, e serem julgados pelos seus crimes,
como ocorreu em Nuremberg. A paz não pode continuar sendo o nome dado à
administração da derrota palestina.
Em “Alarme de incêndio”, Walter
Benjamin escreve sobre a urgência de interromper um processo histórico
destrutivo antes que a centelha alcance a dinamite.13 A imagem conserva
sua força porque exige uma intervenção no tempo presente. Em Gaza, o incêndio
já começou; há muito começou. Naza pode fazer seu alarme atravessar algumas das paredes que ainda protegem
a indiferença, embora eu acredite que mesmo isso, depois de tudo o que já
vimos, seja quase impossível. Diante da banalidade do mal, a tarefa é
reconhecer as decisões que mantêm o fogo aceso e agir sobre elas.
* * *
Enquanto ouvimos, ainda há gente sob os
escombros.
* * *
Notas
1. ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre
a banalidade do mal (1963). Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras,
1999. ↩︎
2. ARENDT, op. cit.,
caps. VII (Conferência de Wannsee) e VIII (dever e obediência). ↩︎
3. OMAR, Abdaljawad. Shooting and craving: on NAZA and the
mediated obscene. Mondoweiss, 8 out. 2026. ↩︎
4. ABRAHAM,
Yuval. ‘Lavender’:
The AI machine directing Israel’s bombing spree in Gaza.
+972/Local Call, 3 abr. 2024. ↩︎
5. FADEL, Leila. ‘NAZA’ filmmakers on what they
learned making the doc and the backlash it received. NPR/WUSF,
30 set. 2026. Entrevista com Abraham e Szor. ↩︎
6. ONU. Convenção do Genocídio, art. II; Comissão Internacional
Independente de Inquérito. Conclusão sobre genocídio em Gaza, 16 set. 2025. Trata-se da
conclusão da Comissão, não de sentença definitiva da Corte Internacional de
Justiça. ↩︎
7. BEN DANIEL,
Sebastian. Why ‘NAZA’ terrifies Israel’s liberal
elite. +972, 2 out. 2026;
PEW. Views of the Israel-Hamas war,
30 maio 2024. Entrevistas de 3 mar. a 4 abr. 2024. ↩︎
8. HARTUNG, William D. U.S. Military Aid and Arms Transfers
to Israel, October 2023 – September 2025. Costs of War/Quincy
Institute, 7 out. 2025. ↩︎
9. CONIB. Condenação do apoio brasileiro à ação sul-africana, 10 jan.
2024; JEWISH VOICE FOR PEACE. Over two years
of unspeakable loss. No more., consulta em 13 out. 2026. ↩︎
10. [1] CPJ. Netanyahu escalates threats against ‘NAZA’ filmmakers, 17 set.
2026; MOSKOWITZ, Sarah. Netanyahu
demands prosecution of ‘NAZA’ film participants. The Jerusalem Post,
11 out. 2026, atualizado em 12 out. ↩︎
11. ABOU SHMEISS, Ayat. ‘NAZA’ is forcing Israelis to reflect. But we Palestinians are not your
mirror. +972, 23 set. 2026. ↩︎
12. ABDEL-MANNAN, Omar. Naza and whose testimony we believe.
Middle East Monitor, 8 out. 2026. ↩︎
13. BENJAMIN, Walter.
“Alarme de incêndio”. In: Rua de mão única (1928). ↩︎
**** Rafael Domingos Oliveira é Historiador e educador,
doutorando em História pela UNIFESP e pesquisador do Núcleo
de Estudos e Pesquisas das Afro-Américas (NEPAFRO). É autor de Vozes Afro-Atlânticas: autobiografias e
memórias da escravidão e da liberdade (Elefante, 2022) e
organizador de Gaza no
coração: história, resistência e solidariedade na Palestina (Elefante, 2024)
e Diários de
Gaza, volume 1: a memória é uma casa indestrutível (Tabla, 2024).
Atua nas áreas de história da escravidão e abolição nas
Américas, história pública e memória palestina.
[Fonte: blogdaboitempo.com.br]