Ao fim de anos de propaganda para desacreditar a contagem das vítimas mortais dos seus ataques, os militares israelitas aceitam agora como bons os números divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza.

Bombardeamento israelita à cidade de Gaza em setembro de 2025.
O diário israelita
Estes números dizem respeito apenas às mortes diretamente associadas aos bombardeamentos e tiros das tropas israelitas, pelo que não incluem os desaparecidos que possam estar ainda sob os escombros dos bombardeamentos que arrasaram a Faixa de Gaza, nem os palestinianos que morreram devido à fome utilizada como arma de guerra ou de doenças que não puderam ser tratadas por causa da destruição dos hospitais e do bloqueio à entrada de medicamentos e material médico no território.
Ao longo dos dois anos de genocídio em Gaza, a diplomacia israelita e as suas caixas de ressonância em muitos países não pouparam esforços para tentar desacreditar esta contagem das mortes que o Ministério de Saúde de Gaza divulgava diariamente, considerando-a exagerada. Outras investigações de organismos internacionais, pelo contrário, concluíram que eram credíveis ou que os números estariam até subestimados.
Os militares israelitas dizem agora estar a examinar os números das suas vítimas para tentar posteriormente separá-las entre “combatentes” e “civis”, uma distinção que a contagem do Ministério da Saúde de Gaza não faz, acompanhando o registo do óbito com o nome da vítima sempre que é identificada, o que acontece em cerca de 90% dos casos.
[Foto Mohammed Saber/EPA - fonte: www.esquerda.net]
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