terça-feira, 27 de junho de 2017

Governo vai elaborar estudos sobre a variante do português em Angola

Angola vai elaborar estudos sobre a variante da língua portuguesa, desenvolver políticas para promover o ensino e uso das línguas nacionais, apostar na criação de casas de cultura e rede de bibliotecas, anunciaram hoje as autoridades.
O anúncio foi feito pela ministra da Cultura de Angola, Carolina Cerqueira, durante a abertura do quinto Conselho Consultivo Alargado, que arrancou ontem (26), em Luanda, para a análise de políticas, programas e projetos do setor.
De acordo com a governante, a promoção do ensino e uso das línguas nacionais e a elaboração de estudos sobre a variante da língua portuguesa em Angola constam das ações prioritárias do setor a par de criação de infraestruturas, com vista ao desenvolvimento de uma indústria cultural forte e eficiente.
“Capaz de participar na diversificação da economia e na geração de riqueza e bem-estar, apta para contribuir para endogeneizar social e culturalmente os valores tradicionais e locais e contribuir eficazmente para a valorização e divulgação do nosso património nacional”, disse.
Carolina Cerqueira defendeu que hoje a cultura deve estar ao serviço da unidade nacional, da paz e do desenvolvimento e contribuir para o reforço da cidadania, tendo exortado os fazedores de cultura e religiosos a participarem na mobilização dos cidadãos às eleições de 23 de agosto.
“Apelamos às igrejas que contribuam através da palavra, para a educação eleitoral e para uma cidadania consciente dos fiéis, pelo respeito, pela harmonia, e aos fazedores da cultura, através da música, valores positivos para um comportamento exemplar”, referiu.
Num balanço das ações realizadas pelo setor durante os últimos anos, a titular da pasta da Cultura de Angola assinalou que, “não obstante a crise”, foi possível atender e materializar um conjunto de ações estruturantes, entre elas a construção do Complexo das Escolas de Arte, destacando igualmente avanços no capítulo de diplomas legais para o setor.
O evento, que termina hoje (27), decorre subordinado ao lema “Dinamizar as Indústrias Culturais em prol do Desenvolvimento e de uma Cultura de Paz”.

[Fonte: www.dn.pt]

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