Antes da revolução islâmica de 1979, o Irã era talvez a mais progressista das nações do Oriente Médio, inclusive no que dizia respeito à igualdade de gêneros e ao comportamento feminino – ainda que o reinado do xá Reza Pahlavi fosse de natureza ditatorial, as mulheres podiam estudar, se comportar e se vestir como bem entendessem.
Pois não é novidade que o Irã hoje, apesar de não ser como a Arábia Saudita (no Irã mulheres ainda conseguem certos direitos, como votar, trabalhar, se divorciar e até ter a guarda dos filhos), é um dos países com maior desigualdade de gênero no mundo – e, como símbolo de tal dinâmica social, as mulheres são obrigadas a usar o hijab, lenço que cobre os cabelos, além de roupas fechadas que não mostrem pele nem realcem curva alguma de seu corpo.
Foi para combater regras restritivas de gênero que o jornalista iraniano Masih Alinejad lançou a campanha My Stealthy Freadom (Minha Liberdade Furtiva).
A campanha consiste em compartilhar fotos de mulheres iranianas com a cabeça descoberta, enquanto homens, em solidariedade, vestem as hijabs utilizando a hashtag #MenInHijab. Para Masih, o hijab é um símbolo das diversas liberdades proibidas pelo governo que obstruem a liberdade da mulher.
“Nós não podemos tratar as mulheres como objetos”, ele diz. “As mulheres iranianas devem fruir totalmente de seus direitos, e deveriam elas mesmas decidir o que vestir”. A campanha visa mostrar a verdadeira face dos cidadãos iranianos de ambos os sexos, para assim, exigir igualdade de gênero em um Irã “livre, próspero e educado”.
Recentemente o Hypeness mostrou uma série de revistas da década de 1970 que revelam como se vestiam as mulheres iranianas antes da revolução. Relembre.
[Fonte: www.hypeness.com.br]













Sem comentários:
Enviar um comentário