segunda-feira, 25 de maio de 2026

El vino francés busca frenar su caída entre los jóvenes

La comparación con el saké japonés abre el debate sobre formatos, comunicación y relevo generacional en el sector 


La caída del consumo de vino en Francia y el alejamiento de los jóvenes han llevado a comparar la situación del sector con la que vivió el saké en Japón desde los años noventa. La lectura que hacen varios analistas es que ambos productos han perdido peso en su mercado doméstico por una mezcla de cambio social, menor transmisión entre generaciones y una oferta que no siempre ha sabido adaptarse a nuevos hábitos.

En Japón, el saké pasó en medio siglo de bebida nacional a producto minoritario. Su consumo se redujo más de 70% y miles de pequeñas bodegas desaparecieron. El proceso no tuvo una sola causa. Influyeron la crisis económica de los años noventa, la entrada de otras bebidas como la cerveza, el whisky y el vino, y una imagen asociada durante años a productos industriales de baja calidad. También pesó la ruptura con los consumidores jóvenes, que dejaron de verlo como una bebida ligada a su vida cotidiana.

En Francia, el vino vive una evolución distinta, pero con señales parecidas. La caída del consumo se arrastra desde hace décadas y afecta sobre todo al vino tinto. Entre 2018 y 2023, su volumen bajó 26%, mientras que los blancos retrocedieron 10% y los rosados 1%. En valor, el tinto fue la única categoría con descenso de facturación en ese periodo, con -9%. La demanda regular también se reduce: entre 2021 y 2023, la proporción de consumidores que beben vino casi a diario cayó seis puntos y se situó en 27%.

Los datos por edad muestran un relevo generacional incompleto. Los mayores de 55 años representan 47% de los consumidores de vino en Francia y 33% de ellos lo toman al menos tres o cinco veces por semana. Esa frecuencia baja a 21% entre los millennials y a 7% en la generación Z. Para Vin & Société, esta brecha refleja un problema de transmisión y de lectura del producto por parte de los más jóvenes.

Krystel Lepresle, delegada general de esa organización, explica que el vino compite con otras bebidas en un mercado donde las marcas nacionales ya no tienen el mismo peso simbólico que antes. A su juicio, las nuevas generaciones buscan información simple sobre lo que van a beber y se alejan de productos que perciben como complejos o ligados a un consumo excesivo. El barómetro Sowine 2023 apuntó además que 0% de los jóvenes de entre 18 y 25 años se declaraban conocedores o expertos en vino, mientras que 60% se definían como principiantes.

La comparación con el saké también sirve para observar cómo cambia una bebida cuando intenta recuperar terreno. En Japón han ganado espacio los sakés junmaï, sin adición de alcohol, así como versiones más frescas, florales o espumosas. Algunas casas han apostado por formatos más ligeros y por graduaciones inferiores a 10%, e incluso a 5%, para atraer a nuevos públicos.

En Francia, parte del sector mira esos movimientos con atención. La discusión pasa por el formato, la comunicación y la forma de presentar el vino a consumidores jóvenes. Lepresle señala que una botella pequeña puede equivaler a dos copas y encajar mejor en nuevos usos sociales, aunque todavía exista resistencia entre productores y distribuidores. El debate ya no gira solo en torno al origen o la tradición, sino también a cómo se consume y en qué momento se compra.

El vino francés mantiene una posición fuerte fuera del país y sigue siendo la bebida preferida para muchos consumidores franceses. Pero la pérdida de peso entre los jóvenes y la caída del consumo habitual obligan al sector a revisar sus códigos comerciales si quiere frenar una tendencia que ya afecta a ventas, precios y estrategias de mercado.

 

[Fuente: www.vinetur.com]

Ben-Gvir, o diabo vestido de ministro

A política israelita atingiu um nível de paranoia e esquizofrenia que torna difícil qualquer adjetivação. Está para lá de tudo o que a mente humana mais perversa possa conceber. 

Capturas de ecrã do vídeo publicado pelo próprio Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Interna de Israel, no momento em que os activistas da flotilha estavam a ser humilhados e maltratados.

Escrito por José Manuel Rosendo

O ministro da Segurança Interna, Itamar Ben-Gvir, também líder do partido ultranacionalista de extrema-direita Poder/Força Judaica, divulgou um vídeo em que deambula entre activistas da flotilha (raptados por Israel em águas internacionais) que se dirigia à Faixa de Gaza, enquanto estes são humilhados e maltratados (algemados, agredidos e forçados ficar de joelhos com a testa encostada ao chão) por agentes da segurança. Em fundo, ouve-se o hino de Israel. Ben-Gvir segura uma bandeira de Israel e vai dizendo frases como “Bem-vindos a Israel, nós somos os donos da terra, e é assim que deve ser”. Enquanto incentivava (“bom trabalho!”) os seguranças, Ben-Gvir também lhes dava conselhos perante uma mulher a chorar: “Não se incomodem com os gritos deles”. Se Ben-Gvir faz isto com cidadãos estrangeiros, filma e mostra, podemos facilmente imaginar o que faz com os palestinianos que caem nas prisões israelitas.

Depravação absoluta

As imagens que fazem o deleite de um Ben-Gvir triunfante demonstram uma crueldade extrema, insensibilidade e total falta de empatia e respeito pela dignidade das pessoas. Um homem que se regozija com este tipo de situação e a exibe como troféu, é um homem doente e perigoso, de quem a sociedade precisa de ser protegida. Ben-Gvir revela-se um homem despido de qualquer sentido de humanidade e um sem-vergonha, mas está bem acompanhado.

As imagens são de tal modo incómodas e reveladoras que o próprio primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sentiu necessidade de dizer que “as imagens são incompatíveis com os valores de Israel” e que apesar de Israel ter o direito de travar “as flotilhas provocadoras dos activistas apoiantes do Hamas, a forma como o ministro Ben-Gvir lidou com os activistas não está em consonância com as normas e valores de Israel”. 

Estamos cansados de ouvir este argumento de que as normas e os valores de Israel são uns, mas soldados e ministros teimam em esquecê-los. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, também se demarcou, acusando Ben-Gvir de ter “prejudicado deliberadamente” a imagem do país: “prejudicou o país conscientemente com esta horrenda farsa, e já não é a primeira vez”. 

De facto, Ben-Gvir é o mesmo ministro de distribuiu milhares de armas aos colonos após o ataque do Hamas em outubro de 2023. Os mesmos colonos que atacam diariamente os palestinianos na Cisjordânia. Ben-Gvir é o mesmo ministro da Segurança Interna que transformou a vida dos prisioneiros palestinianos num inferno, cortando-lhes a alimentação, a assistência médica, as visitas dos familiares e dos advogados, promovendo a tortura e a humilhação dentro das prisões israelitas. Organizações defensoras dos direitos humanos têm denunciado os maus-tratos, tortura e superlotação nas prisões, e o próprio Ben-Gvir divulgou vídeos com a presença do próprio ministro a encorajar a desumanidade.

Não há nenhuma surpresa, nem novidade, nas imagens divulgadas por Ben-Gvir

Com o passado que se lhe conhece, o vídeo agora divulgado por Ben-Gvir, com a humilhação dos activistas da flotilha, não surpreende. A surpresa poderá estar na reacção de Netanyahu e Saar. O primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros sabem que os activistas não são palestinianos, muitos são europeus. Há uma linha que convém não ultrapassar de forma muito descarada – ainda agora Israel esteve no festival da Eurovisão e a União Europeia não levanta um dedo contra Israel – e Ben-Gvir passou essa marca. Sabemos todos que se Netanyahu quisesse impedir o que aconteceu, tê-lo-ia feito. Preferiu deixar acontecer e agora condena o sucedido pretendendo dar a imagem do estadista digno. Mas afinal, são todos do mesmo governo – o governo que fez aprovar a pena de morte para palestinianos – e todos têm incentivado e dado cobertura a todas as atrocidades e desmandos que têm sido cometidos e que motivaram os mandados de captura do Tribunal Penal Internacional. Só o apoio do governo e o sentimento de impunidade permitem a homens como Ben-Gvir exibir a desumanidade como troféu.

Ainda ontem, outro ministro, Bezalel Smotrich, com a pasta das Finanças, disse que tinha a informação de que o TPI iria emitir um mandado de captura internacional contra ele. Em função disso, Smotrich acusou a Autoridade Palestiniana de ter encorajado a decisão e interpretou-a como uma “declaração de guerra”. Em resposta, como represália (e vingança), Smotrich ameaçou assinar de imediato a ordem de expulsão da comunidade beduína palestiniana de Khan-al-Ahmar, a leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, onde vivem cerca de 750 pessoas (Agência France Press).

Convém dizer que muitas famílias desta comunidade beduína foram expulsas do Negev na década de 50 do século passado. A localização de Khan al-Ahmar atravessa-se em terrenos que Israel pretende utilizar no “projecto E1” para facilitar a expansão dos colonatos na região de Jerusalém e que irá cortar a continuidade territorial entre Jerusalém e a Cisjordânia. Portanto, a questão do alegado mandado do TPI contra Bezalel Smotrich é apenas um argumento útil a uma política de anexação de território que o actual governo israelita incentivou e desenvolveu. Desse governo fazem parte os ministros mais extremistas que alguma vez já governaram o país. Smotrich é um deles e Ben-Gvir é outro, e esse governo é liderado Benjamin Netanyahu. 

As reacções de Netanyahu e Gideon Saar, cujas declarações e actos anteriores pouco diferem da linha de Ben-Gvir, podem ainda ser entendidas à luz da política interna. O parlamento israelita acaba de aprovar (uma votação preliminar) um projecto de lei para a sua dissolução (e consequente queda do governo), o que conduzirá a eleições antecipadas (110 votos a favor entre 120 deputados). O projecto de lei terá de ser votado mais três vezes para que a dissolução se concretize. As eleições estavam previstas para outubro e se forem antecipadas a diferença será apenas de poucas semanas.

Governos incomodados

As imagens divulgadas por Ben-Gvir são daquelas que tornam o silêncio impossível. Vários governos apressaram-se a condenar a situação e a chamar os embaixadores israelitas para registarem um protesto e pedir explicações.

Os comunicados e as diferentes declarações dos governos cujos cidadãos estavam na flotilha e foram raptados por Israel estão recheados de palavras e frases como “consternação”, “choque”, “monstruoso, indigno e desumano”, “intolerável”, “condenação veemente”…

Quanto a Portugal, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu que é uma “situação absolutamente inaceitável” e admitiu que “Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel”. Falta saber, em concreto, o que significa “suspensão parcial do acordo”.

Antes, o ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha condenado “veementemente o comportamento intolerável do ministro israelita Ben Gvir e o tratamento infligido aos activistas da flotilha em humilhante violação da dignidade humana”.

Percebe-se este coro de protestos porque para consumo interno os governos têm de dizer alguma coisa. Muito mal estaríamos se a cumplicidade com Israel chegasse ao ponto dos governos ignorarem a humilhação a que os seus cidadãos são submetidos pelas autoridades israelitas.

Mas a dignidade e os direitos dos activistas não são mais importantes do que a dignidade e dos direitos dos palestinianos, e imagens semelhantes com prisioneiros palestinianos humilhados e maltratados são bem conhecidas e não geraram as palavras de indignação que agora saem, apressadas, das chancelarias e dos discursos governamentais. Aliás, os ministérios dos Negócios Estrangeiros dos países que agora se mostram indignados bem podiam reservar um dia por semana aos embaixadores israelitas para lhes pedirem contas sobre todas as violações de direitos humanos e crimes que são cometidos em Gaza, na Cisjordânia e no Líbano. 

Não tarda muito o assunto será esquecido.

[Fonte: www.meumundominhaaldeia.com]



La Xina es proposa «esborrar la llengua tibetana» des de les llars d’infants

 

Un estudi de Human Rights Watch denuncia el Pla d’Harmonització de Pequín per “adoctinar” els tibetans i forçar l’assimilació cultural   

Tibetans en un carrer del Tibet
El govern xinès està imposant l’educació en llengua xinesa i l’adoctrinament ideològic als nens de la llar d’infants per dur a terme l’assimilació cultural dels tibetans i esborrar la seva llengua, segons un informe de Human Rights Watch. El document, de 72 pàgines, denunciar que “la Xina utilitza els centres d’educació infantil per “integrar” els tibetans”, tal com diu una directiva del Ministeri d’Educació de 2021 –el pla d’harmonització de la llengua dels nens– que obliga l’ús del xinès mandarí estàndard en tot l’ensenyament preescolar a les zones de minories ètniques, la qual cosa, segons denuncia HRW, provoca que “s’esborri de forma accelerada la llengua i la cultura tibetana”.  

«El govern xinès, en actuar a les llars d’infants està accelerant la campanya per privar els nens tibetans de la seva llengua materna i la seva cultura i identitat», ha dit Maya Wang, directora adjunta d’Àsia de Human Rights Watch. «Aquesta política no va sobre la qualitat de l’educació, sinó sobre l’assimilació forçosa dels tibetans en una edat primerenca en una identitat nacional centrada en la cultura Han.»   

Segons Human Rights Watch, molts nens tibetans surten de l’educació infantil sense saber o voler parlar tibetà, fins i tot amb membres de la família. Els pares enquestats en l’estudi afirmen que al cap de setmanes o mesos d’anar a la llar d’infants, els nens canvien gairebé completament al xinès.  

El Pla d’Harmonització 2021 és el resultat d’un pla de repressió contra les llengües minoritzades de la Xina. Des de la Llei d’Autonomia Nacional Regional de 1984, el règim ha anat prohibint el tibetà en les diferents etapes educatives fins arribar a l’etapa preescolar. El 2021, el Ministeri d’Educació va ordenar a totes les llars d’infants de les regions amb una llengua diferent del mandarí que utilitzessin la “llengua comuna nacional” o el xinès estàndard en totes les activitats d’ensenyament. Les referències oficials a l’“educació bilingüe” van desaparèixer de les directrius polítiques i diferents sentències, lleis d’educació i polítiques governamentals van eliminar la resta d’espai legal i polític per a l’educació en llengües minoritàries, alhora que incorporaven l’adoctrinament polític i cultural a tot el sistema escolar, fins i tot a nivell preescolar. Tot això va culminar amb la Llei de Promoció de la Unitat i el Progrés Ètnic de 2026, que imposa sancions a tothom qui es consideri que “obstrueix” l’aprenentatge i l’ús del xinès.   

Tot i que l’educació infantil no és obligatòria a la Xina, Human Rights Watch ha descobert que a les zones tibetanes s’ha convertit en obligatòria en la pràctica. Les escoles de primària de les zones urbanes demanen, cada cop més, que s’acrediti que s’ha anat a la llar d’infants per a la inscripció, fet que obliga els pares a portar els nens a centres en llengua xinesa. Les autoritats també demanen a les llars d’infants que que pressionin els pares i els nens perquè parlin xinès a casa i que presentin vídeos fent-ho. Els examinadors del govern avaluen el nivell de mandarí dels alumnes a través d’entrevistes i observació, tot i les normes que prohibeixen els exàmens i altres pressions acadèmiques a les llars d’infants.   

La política lingüística es combina, a més, amb l’adoctrinament polític i cultural. Els plans d’estudis preescolars a les zones tibetanes posen cada cop més èmfasi en l’“educació patòtica”, la lleialtat al Partit Comunista Xinès i la identificació com a membres de la “nació xinesa.” S’ensenya els nens a celebrar les festes xineses Han, recitar els clàssics xinesos, cantar cançons patriòtiques i participar en activitats que glorifiquen la història militar i revolucionària. El budisme tibetà i les pràctiques culturals tibetanes no estan incloses al currículum.   

Vulneració de la llei internacional   

L’acceleració de la pèrdua de la llengua tibetana a edats cada cop més primerenques té profundes conseqüències culturals, segons Human Rights Watch, que posa com a exemple afeblir la comunicació entre nens i gent gran, alterar la dinàmica familiar, reduir la transmissió del coneixement religiós i cultural, i la creixent percepció entre la canalla que la llengua i la identitat tibetanes són inferiors. Les polítiques de la Xina vulneren, a més el dret internacional, els drets humans i lleis com la Convenció de les Nacions Unides sobre els Drets del Nen, que garanteix als nens pertanyents de minories el dret d’utilitzar la seva pròpia llengua i obliga els estats a garantir que l’educació en respecta la identitat cultural.   

Human Rights Watch assenyala que el govern xinès hauria de revertir les polítiques que forcen l’educació en llengua xinesa a les escoles infantils, recuperar les opcions d’educació bilingüe i posar fi a l’adoctrinament polític en la primera infància. Els governs estrangers i les Nacions Unides també haurien de pressionar al govern xinès perquè compleixi amb les seves obligacions internacionals i permeti l’accés independent a les zones i escoles tibetanes.   

«La pèrdua de llengües amb l’abast que hi ha al Tibet no és accidental, és un política del govern xinès», avisa Wang. “Si no es canvien les pràctiques de la Xina, tota una generació de nens tibetans creixerà aïllada de la seva pròpia llengua, cultura i patrimoni.”

 

[Imatge: Dúnia Garcia i Aranzueque - font: www.diaridelallengua.cat]

Marruecos convierte la niebla en agua potable

 


En las montañas áridas de Aït Baâmrane, al sur de Marruecos, una innovadora tecnología está transformando la vida de cientos de familias rurales: enormes mallas instaladas en las laderas capturan la humedad de la niebla proveniente del océano Atlántico y la convierten en agua potable. El sistema, considerado uno de los mayores proyectos de captación de niebla del mundo, permite recolectar miles de litros de agua cada día en una región golpeada por la sequía y el avance del desierto.

La iniciativa funciona mediante redes especiales que condensan las diminutas gotas suspendidas en la niebla. El agua recogida es canalizada hacia depósitos y distribuida a viviendas cercanas utilizando bombas alimentadas con energía solar. Gracias a este modelo, muchas mujeres y niñas han dejado atrás las largas caminatas diarias para buscar agua, una tarea que durante años limitó el acceso a la educación y afectó la economía familiar.

Organismos internacionales, entre ellos la Organización de las Naciones Unidas, han destacado el proyecto como un ejemplo de adaptación climática sostenible para regiones afectadas por la escasez hídrica. Especialistas consideran que esta experiencia podría replicarse en otras zonas áridas de África y América Latina, especialmente en comunidades donde la niebla es frecuente pero el acceso al agua sigue siendo limitado.

[Imagen de Pixabay - fuente: www.pressenza.com]

Immigration en France : 33% de la population est immigrée ou descendante d’immigrés, selon l’Ined

Selon l’enquête « Trajectoires et Origines 2 » (TeO2), conduite par l’Ined et l’Insee entre 2019 et 2020, 33% de la population résidant en France métropolitaine est soit immigrée, soit descendante d’immigrés, jusqu’à la troisième génération. 

Des policiers se tiennent devant des migrants alors qu'ils procèdent à l'évacuation d'un campement situé sous la voie aérienne de la station de métro Stalingrad à Paris, le 5 novembre 2025.

Écrit par Gaspard Lignard

Cette photographie inédite de la diversité met en lumière l’ampleur des trajectoires migratoires dans la société française, bien au-delà des seuls flux récents. Elle s’inscrit dans un contexte où les débats publics se focalisent souvent sur les arrivées annuelles, alors que l’enquête « Trajectoires et Origines 2 » de l’Ined documente des histoires familiales inscrites dans le temps long.

L’étude, qui prolonge une première édition réalisée en 2008‑2009, ne se limite pas à compter les personnes nées à l’étranger : elle suit aussi leurs enfants et petits‑enfants, en croisant les origines migratoires avec le niveau de diplôme, l’accès à l’emploi, au logement, à la santé ou encore la citoyenneté.

À partir d’un échantillon d’environ 27 000 personnes, elle entend répondre à une question centrale : dans quelle mesure les origines pèsent‑elles encore sur les trajectoires sociales en France aujourd’hui ?

Une société façonnée par plusieurs générations d’immigration

Les données de TeO2 confirment que la France reste, sur la durée, un pays d’immigration, même si la part des immigrés au sens strict reste minoritaire. Selon les dernières séries de l’Insee, les immigrés représentent environ 10% de la population, tandis que les étrangers – toutes générations confondues – comptent pour un peu moins de 9%. La proportion de 33% avancée par l’Ined inclut donc l’ensemble des descendants d’immigrés, nés en France et souvent de nationalité française, qui n’apparaissent pas dans les statistiques classiques sur les « étrangers ».

Les origines de ces populations reflètent les grandes vagues migratoires du dernier siècle : immigration européenne d’après‑guerre, puis arrivée de travailleurs et de familles originaires du Maghreb, d’Afrique subsaharienne, de Turquie ou encore d’Asie.

L’OCDE estime ainsi à près de 9,3 millions le nombre d’immigrés vivant en France, les principaux pays de naissance étant l’Algérie, le Maroc et le Portugal. Cette diversité se traduit dans les langues parlées, les appartenances religieuses, mais aussi les parcours résidentiels et professionnels, que TeO2 analyse en détail.

Des écarts persistants d’accès à l’emploi et au logement

L’enquête met en évidence des écarts persistants d’accès à l’emploi entre personnes sans origine migratoire, immigrés et descendants d’immigrés, même à diplôme comparable.

Si de nombreux enfants d’immigrés connaissent une ascension sociale, d’autres restent confrontés à des taux de chômage plus élevés, à une sur‑représentation dans les emplois peu qualifiés et à des discriminations déclarées lors de la recherche d’emploi. Dans le logement, TeO2 relève également une concentration plus forte de certaines populations immigrées et de leurs descendants dans des quartiers populaires marqués par une offre de logement social importante.

Ces écarts n’effacent toutefois pas les dynamiques d’intégration observées sur plusieurs générations, notamment en matière de maîtrise du français, de réussite scolaire et d’accès à la nationalité. Le ministère de l’Intérieur souligne par ailleurs que plus de 62 000 personnes ont acquis la nationalité française en 2025, témoignant de trajectoires d’installation durable. Pour les chercheurs de l’Ined, l’enjeu est moins de dresser un tableau figé que de suivre, sur le temps long, l’articulation entre origines, conditions sociales et politiques publiques.

Entre inquiétudes politiques et lectures nuancées des chiffres

Les résultats de TeO2 interviennent alors que la question migratoire figure au cœur du débat politique et des préoccupations d’une partie de l’opinion.

Certains responsables mettent en avant le « poids » croissant de l’immigration pour justifier un durcissement des politiques de visas, de titres de séjour ou encore d’éloignement des étrangers en situation irrégulière. Les données provisoires publiées par le ministère de l’Intérieur indiquent ainsi une hausse des premiers titres de séjour délivrés en 2025, tirée en particulier par les motifs humanitaires et étudiants.

À l’inverse, des démographes et chercheurs insistent sur la nécessité de replacer ces chiffres dans leur contexte historique et européen. La part des étrangers dans la population française demeure inférieure à la moyenne de l’Union européenne, et la dynamique démographique repose aussi sur les apports migratoires, dans un pays marqué par le vieillissement.

 

 

[Photo: BERTRAND GUAY/AFP via Getty Images - source : www.epochtimes.fr]