Isac Nunes da Luz Cordeiro
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Tradutor Público e
Intérprete do Comércio
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Idiomas: francês, espanhol, catalão e galego ***
Matriculado na Junta Comercial do Estado do Paraná
*** Curitiba ***
República Federativa do Brasil
A extrema-direita alemã lidera as sondagens para a eleição de 6 de setembro com grande vantagem e
a possibilidade de formar governo sozinha neste estado do leste do país é real,
pela primeira vez desde a derrota do fascismo alemão.
Ulrich Siegmund, candidato da AfD, num comício com
apoiantes. Foto publicada nas suas redes sociais.
Escrito por Harald
Wolf
Membro do partido Die Linke
Três eleições
regionais em setembro poderão alterar profundamente a paisagem política da
Alemanha. A 6 de setembro realizam-se eleições no Estado federal da Saxónia
Anhalt, no leste da Alemanha, e duas semanas mais tarde em Mecklenburg
Vorpommern e em Berlim. Na Saxónia Anhalt e em Mecklenburg Vorpommern, a AfD de
extrema-direita lidera as sondagens com uma vantagem clara sobre todos os
outros partidos. Muito diferente é a situação em Berlim, onde Die Linke se
encontra à frente e luta para assumir a chefia do governo. Por mais diferentes
que sejam as evoluções nos dois estados federais do leste da Alemanha, por um
lado, e em Berlim, por outro – elas são expressão da enorme perda de confiança
no governo alemão e do declínio dos partidos que o sustentam, a CDU e o SPD.
As eleições na
Saxónia-Anhalt encontram-se no centro da atenção pública. A AfD lidera as
sondagens com larga vantagem, com mais de 40 %, muito à frente dos restantes
partidos. Até mesmo uma maioria absoluta e um governo exclusivamente
constituído pela AfD é um perigo real. Isto representaria uma profunda rutura,
caso, pela primeira vez desde a derrota do fascismo alemão, um partido de extrema-direita
voltasse a alcançar o poder governamental.
A AfD quer uma
viragem nacionalista
O programa de
governo da AfD é um programa de transformação radical e autoritária do Estado.
A sua proposta principal é uma “viragem de 180 graus na política migratória” e,
consequentemente, uma “ofensiva de deportação e remigração”. A radiodifusão
pública, independente do Estado e dos partidos políticos, criada como
consequência da experiência da propaganda fascista estatal do
nacional-socialismo alemão, deverá ser transformada numa “rádio da pátria” de
âmbito regional. Às poucas vozes críticas de esquerda, como a rádio
independente Corax, deverão ser retirados os apoios financeiros.
Deverá ser criado um instituto regional para a formação política e cultural,
destinado a transmitir uma “cultura nacional e patriótica”. Na política
educativa, o “amor à pátria” deverá ser imposto por lei, a bandeira nacional
deverá ser hasteada diariamente e a inclusão das pessoas com deficiência deverá
ser abolida. A atribuição de verbas às instituições de ensino superior deverá
depender, entre outros fatores, de estas deixarem de transmitir conteúdos que
ponham em causa os papéis tradicionais de género. Desta forma, os estudos de
género e a investigação científica sobre o género deverão ser impedidos. Ainda
mais perigoso, e pouco referido publicamente, é o projeto de criar,
paralelamente à polícia, uma “guarda de cidadãos” voluntária – um campo de
atuação ideal para grupos de choque fascistas.
O que
significaria um governo da AfD?
Se a AfD
obtivesse, nos estados federais, o controlo do aparelho de Estado, teria nas
suas mãos os instrumentos necessários para concretizar todos estes objetivos.
Se a AfD ocupar as posições-chave do poder governamental, também significaria
uma ameaça individual para muitas pessoas: na mira estarão sobretudo migrantes
e pessoas queer, mas também
trabalhadoras de casas de abrigo para mulheres, sindicalistas, professores,
ativistas envolvidos no apoio a refugiados, jornalistas, agentes culturais e
muitos outros. Até agora, a CDU tem defendido a manutenção da “Brandmauer”
(parede guarda-fogo) perante a AfD e rejeitado qualquer colaboração com ela. No
entanto, existem na CDU da Saxónia Anhalt vozes que defendem uma colaboração
com a AfD. Recentemente, por exemplo, um presidente de câmara da CDU fez chegar
à AfD um donativo de 10.000 euros. Caso a AfD não alcance a maioria absoluta
dos deputados no parlamento, também não se pode excluir a possibilidade de
alguns deputados da CDU mudarem de campo e elegerem um ministro-presidente da
AfD.
Quais as
opções da votação?
Perante as
últimas sondagens, o perigo de um governo exclusivamente constituído pela AfD é
real. Segundo essas sondagens, a AfD obteria 40 lugares no parlamento da
Saxónia Anhalt, a CDU 20, Die Linke 11, o SPD 7 e os Verdes 5. Os Verdes,
contudo, apenas ultrapassariam por uma margem pequena a fasquia dos 5%. Caso
fiquem abaixo dos 5%, não conseguirão entrar no parlamento e a AfD obterá a
maioria absoluta dos deputados. A Campact – uma organização de
campanhas online de orientação alternativa e de esquerda –
promove, por isso, intensamente a exigência de um voto tático, com o objetivo
de assegurar a entrada dos Verdes e do SPD no parlamento e, assim, impedir uma
maioria absoluta da AfD. A campanha “votar taticamente” não está, contudo,
isenta de problemas. Na realidade, pretende desviar votos de Die Linke (e
também da CDU) em benefício do SPD e dos Verdes, em vez de mobilizar os
abstencionistas para uma política mais consequente a favor dos desfavorecidos e
contra a AfD. Reduz, assim, o antifascismo em benefício de um voto tático
pretensamente inteligente.
Die Linke ante um desafio político bem complicado
A situação política na Saxónia Anhalt coloca, desta forma,
Die Linke perante um dilema. Por um lado, uma eventual tomada do poder pela
extrema-direita só poderá ser impedida se Die Linke viabilizar um
ministro-presidente da CDU. Mas também é verdade que a transformação
autoritária, neoliberal e militarista do Estado é igualmente impulsionada pelos
partidos do chamado centro. A nível nacional, o SPD e a CDU prosseguem uma
política de desmantelamento massivo do Estado social, uma política racista de
marginalização de migrantes e uma política de rearmamento e militarização em
larga escala, que é também parcialmente apoiada pelos Verdes.
A solução para este dilema só pode consistir em assegurar a
maioria necessária para a eleição de um ministro-presidente da CDU, sem,
contudo, se diluir numa pretensa “unidade dos democratas”. É necessário impedir
que a AfD apareça como a única oposição ao sistema. Die Linke deve, portanto, impedir
taticamente um governo da AfD, mas continuar a assumir uma clara posição de
oposição. Para Die Linke, o desmantelamento da democracia e das conquistas do
Estado social, o endurecimento das políticas de asilo e migração, os ataques a
iniciativas de apoio aos refugiados e a iniciativas antifascistas, etc., devem
constituir uma clara linha vermelha, cuja ultrapassagem não pode ser tolerada.
Apesar de toda a tática parlamentar necessária para impedir uma tomada fascista
do poder governamental, o foco deve estar hoje na mobilização social e na
construção de um contrapoder social contra a fascização da sociedade.
Entrevista a
José Ramón Noguero, fundador i coordinador del Moviment Franjolí, sobre la
integració a l'espai Franja en Moviment i el moment polític de la Franja
de Ponent
Escrit per Pere Millan Roca
Fa poc més d’un
mes, l’associació Moviment Franjolí per la Llenguaes va integrar a Franja
en Moviment. Creada el 2012 arran de la derogació de la llei de llengües
ordenada pel govern del PP, l’entitat havia impulsat originàriament aquest
espai com un lloc obert a tothom compromès amb la llengua i la cultura
catalanes a laFranja de
Ponent.
Franja en
Moviment es va constituir el 2025 com una associació no lucrativa per a
impulsar iniciatives comLo Pregó de la
Franja, un mitjà de comunicació nascut amb la voluntat de donar veu
pròpia a aquestes comarques catalanoparlants. Una vegada completat el procés de
constitució, el Moviment Franjolí va decidir d’integrar-s’hi, segons que va
explicar en un comunicat.
Per parlar d’aquesta
integració i del moment polític i social que viu la Franja després de leseleccions del
febrer, entrevistem José Ramón Noguero, fundador i coordinador
del Moviment Franjolí.
—Després de
catorze anys d’activisme com a Moviment Franjolí, us integreu ara a un nou
col·lectiu anomenat Franja en Moviment. Per què?
—Franja en
Moviment va néixer en plena pandèmia dins el mateix Moviment Franjolí. Però per
a poder llançar Lo Pregó de la Franja, que és ara mateix el nostre projecte
principal, necessitàvem una associació. Per tant, l’origen del canvi és
jurídic. A banda, l’activisme a la Franja està molt marcat per petits grups i
molts personalismes i això, actualment, resta més que no pas suma, perquè
transmet la sensació que estem molt disgregats. Ens hem d’enfortir, tant
internament com externament. Per això, la nostra voluntat és abraçar els
moviments de les quatre comarques i ser la principal entitat que defensa la
llengua i la cultura catalanes a la Franja. Som ambiciosos.
—El fet
d’haver constituït aquesta entitat, que vol ser el paraigua de l’activisme de
la zona, implica una mena de replegament ideològic?
—Els nostres objectius sempre són els mateixos. El reconeixement del català
a la Franja com a llengua oficial i la defensa d’allò que considerem que és la
Franja: un territori que abasta quatre comarques i que té una llengua i una
cultura pròpies, que no són les de Saragossa, per exemple. A partir d’aquí,
respectant això, qualsevol persona hi pot entrar.
—Heu esmentat
Lo Pregó de la Franja com el projecte principal de l’entitat. Quina valoració
en feu fins ara?
—N’estem molt contents, darrerament hem notat un bon augment en
importància. La nostra idea inicial no era limitar-nos només a temes
relacionats amb la llengua i la cultura, sinó que també volíem donar veu a tot
el territori. Fent-ho fàcil: volíem donar al ciutadà de la Franja l’oportunitat
de consumir informació sobre la Franja en la llengua de la Franja.
Habitualment, els focus informatius que consumeix la gent de la zona en paper,
o bé són de Saragossa o bé de Lleida, i sempre en castellà. Quant al format
digital, hi ha VilaWeb, hi ha el diari Segre també en català, però volíem fer
un mitjà que expliqués la Franja de la Franja estant.
—Entrant en
l’actualitat política, ja fa uns quants mesos de la nova investidura de Jorge
Azcón com a president de l’Aragó. Tal com passava en la legislatura passada,Vox forma part
del govern i en marca la política. Entre els elements més
sorprenents del pacte, es destaca la voluntat “d’alliberar l’Aragó de la
imposició del català”.
—No ens sorprèn
perquè és el discurs que han utilitzat les entitats secessionistes com la
Federació d’Associacions Culturals de l’Aragó Oriental (FACAO) i els Amics del
Chapurriau, que sempre s’han queixat que aquí s’imposa el català de Barcelona i
ara ja han evolucionat i diuen directament que no s’hi parla català. A banda,
també ve del mateix anticatalanisme electoral que impera a l’Aragó. Aquesta
idea que, si anem contra els catalans, ens anirà millor, que és una bajanada
com un piano. La qüestió és tapar els problemes propis de l’Aragó, que n’hi ha
un munt, perquè és una comunitat molt poc influent a l’estat espanyol. I
l’única manera que tenen part dels seus polítics de justificar això és que els
catalans ens furten les nostres coses, el nostre territori, etc. I, a partir
d’aquí, s’arriba a conceptes com que a l’Aragó no es parla català perquè som
aragonesos… I que aquí hi ha unes modalitats lingüístiques pròpies i que no ens
hem de deixar imposar allò que diuen de fora o allò que diu l’Institut
d’Estudis Catalans. És una cortina de fum per a tapar els problemes reals de
l’Aragó.
—Per exemple?
—Fa dos anys,
quan corria la brama que el govern d’Azcón no feia res, van sortir ràpidament
el PP i Vox a explicar que volien modificar la llei de llengües… I ara, depèn
de si Vox pressiona més o menys, sortiran al setembre o al desembre amb aquesta
nova proposta d’alliberar-nos del català. Ja veurem què faran, però és millor
no donar-los idees.
—I no es fa
repetitiu?
—Sí, sempre és la
mateixa cosa i el principal problema és que cada vegada estem pitjor. La falta
d’acció de les institucions perjudica la llengua. No promouen una política
lingüística. A més, tampoc no deixen que la gent faci accions. Ni fan, ni
deixen fer. A la Franja patim els mateixos problemes que a la resta de zones
catalanoparlants, però, a més, patim la falta de suport de les institucions.
Però és molt estúpid dir que s’hi imposa el català, perquè simplement parlem la
nostra llengua.
—El govern
espanyol, per mitjà del ministre Félix Bolaños, va dir que duria qualsevol atac
contra el català als tribunals. Hi confieu?
—Em fa gràcia que
digui això Bolaños o qualsevol ministre perquè m’agradaria saber si fins ara
els semblava bé la situació del català a la Franja. O, com que ara tenen Junts
i ERC de socis a Madrid, sí que de sobte existim. A sobre, va dir que era un
atac contra Catalunya i, principalment, es tracta d’un atac contra la població
de la Franja. Entenc què vol dir, però els principals perjudicats som els
habitants de la zona.
—Malgrat
aquests atacs, Vox ha estat una de les forces polítiques que més ha crescut a
la Franja aquestes darreres eleccions. Com us ho expliqueu?
—És complicat.
Crec que l’auge de Vox a la Franja parteix d’una moda generalitzada per les
opcions extremes, que cada vegada reben més suport. També cal tenir en compte
que hi va haver una abstenció molt gran entre l’esquerra. El suport a Vox es va
produir, sobretot, als nuclis poblacionals més importants com Tamarit i,
sobretot, Fraga. En uns altres municipis, vam veure translació de vot del
Partit Aragonès a Vox, que no és un salt gaire agosarat ideològicament. També
hi ha un sentiment espanyolista que es va exacerbar molt durant els anys del
procés independentista i que encara dura. Però ho veig un reflex d’allò que ha
passat a la resta de l’Aragó i a la resta de l’estat espanyol i d’Europa.
—Un altre
partit que ha crescut força a la Franja ha estat la Chunta Aragonesista (CHA),
que va basar bona part de la campanya en la qüestió lingüística.
—Per nosaltres,
la CHA mira més cap a Saragossa que no pas cap a la Franja. Tenen un discurs
lingüístic potent molt centrat en l’aragonès i hi han d’incloure també el
català perquè no hi tenen més remei. I acaba fent més nosa que no pas servei.
Si no fos pel català, l’aragonès ja seria oficial a l’Aragó. La CHA no és un
aliat del català. Van ser al govern de l’Aragó vuit anys i gairebé no van fer
res. Van fer l’Acadèmia Aragonesa de la Llengua, van potenciar una mica les
llengües, sobretot l’aragonès, i tampoc no va canviar gaire la situació a la
Franja.
—Aquests
darrers anys s’ha reactivat la defensa i reivindicació de l’aragonès. És una
bona notícia per al català?
—El fet que hagi
renascut la reivindicació de l’aragonès es deu a Jorge Pueyo, cal dir-ho. De la
mateixa manera que considero que en unes altres coses s’ha equivocat, cal dir
que ha estat el principal motor per a recuperar l’aragonès. Sobre si és una
bona notícia, hauria de ser-ho… però començo a detectar algunes esquerdes a
partir de discursos també secessionistes que vénen d’acadèmics de Saragossa.
—Fa uns quants
mesos, vau participar en el Correllengua Agermanat. Com valoreu una
reivindicació d’aquestes característiques, impulsada per gent tan jove?
—Va ser un
encert. Vam ser a Lleida i va anar molt bé. És una molt bona iniciativa i cal
potenciar accions així, en les quals la gent es mou i treballa per la llengua.
Si no ho fem nosaltres i no s’hi implica la gent més jove, es morirà.
—Parlant de
joves, costa trobar relleu generacional en l’activisme lingüístic i cultural de
la Franja?
—Som una població
d’uns 50.000 habitants. Aquest és el punt de partida. Després, a l’etapa
universitària, tots els joves se’n van cap a Saragossa, cap a Lleida o
directament cap a Barcelona. Sí que és cert que hi ha força associacionisme als
pobles, però se centra principalment a organitzar la festa major i poc més. A
més, moltes activitats que organitzaven i que sempre s’havien fet en català,
ara s’han passat a fer en castellà. Per tant, és complicat.
L’Italie
envisage de sanctionner les piétons qui utilisent leur téléphone en marchant ou
en traversant la chaussée. Le projet de révision du Code de la route, porté par
le ministère italien des Infrastructures et des Transports, prévoit une amende
de 75 euros afin de limiter les comportements jugés dangereux.
Écrit par Gaspard
Lignard
La proposition
relance en France le débat sur les «piétons zombies», ces usagers absorbés par
leur écran.
Si
l’inattention constitue un risque réel pour la sécurité routière, la question
de la verbalisation divise entre partisans d’une règle dissuasive et défenseurs
d’une approche fondée sur la sensibilisation.
Une mesure italienne centrée sur la
traversée
Selon les
éléments rapportés par Le Parisien, les piétons italiens pourraient être
sanctionnés lorsqu’ils consultent leur smartphone en traversant la rue ou en
circulant sur la chaussée. La mesure viserait aussi d’autres équipements
électroniques, notamment les ordinateurs portables et les tablettes.
Le ministère
italien précise toutefois que les dispositifs mains libres et les écouteurs
resteraient autorisés, à condition qu’ils ne compromettent pas la sécurité. Le
texte ne cherche donc pas à interdire tout usage numérique dans l’espace
public, mais à encadrer les situations dans lesquelles l’attention du piéton
est indispensable.
Le projet
s’inscrit aussi dans une évolution de la responsabilité en cas de collision.
Les automobilistes demeurent tenus de céder le passage et d’adapter leur
conduite. Mais les piétons devraient également avoir un comportement «visible
et prévisible», notamment en vérifiant que les véhicules les ont repérés avant
de s’engager.
La distraction, un risque identifié en
France
En France,
aucune amende spécifique contre les personnes qui regardent leur téléphone en
marchant n’est actuellement envisagée. La Sécurité routière alerte néanmoins
sur les conséquences de l’inattention: un accident mortel sur dix impliquant un
piéton serait en partie lié à ce facteur, tandis que près de trois personnes
sur dix se montreraient inattentives au moment de traverser.
En octobre
2025, une campagne de prévention a ainsi été lancée pour rappeler les dangers
de l’usage du téléphone aux abords de la circulation. L’objectif est de
rétablir l’attention nécessaire face aux voitures, vélos, trottinettes et
autres mobilités présentes dans les centres urbains.
L’enjeu dépasse
d’ailleurs le seul smartphone. Un piéton qui lit un message, suit une
application GPS ou porte des écouteurs peut moins bien percevoir les signaux
sonores et visuels autour de lui. Dans les zones denses, quelques secondes de
distraction peuvent suffire à réduire la capacité de réaction.
Verbaliser ou responsabiliser davantage
La sanction de
75 euros envisagée en Italie trouve des soutiens parmi les personnes qui
estiment que la règle peut faire évoluer les comportements. Interrogée
par RTL, Amandine, étudiante et conductrice, y
voit une réponse proportionnée: «C’est une amende juste pour la sécurité des
gens et je trouve ça normal.»
D’autres
considèrent qu’une interdiction serait difficile à appliquer et risquerait de
pénaliser des usages ordinaires, comme consulter un itinéraire ou envoyer un
message. Alexia, 18 ans, souligne sur RTL: «On ne peut plus s’en passer,
surtout pour le GPS. On a besoin d’écrire à nos amis, écouter de la musique… Il
y a des millions de personnes à verbaliser, c’est impossible.»
Le débat
renvoie donc à une question pratique: faut-il créer une infraction
supplémentaire ou mieux faire respecter les règles déjà existantes? Une voie
intermédiaire pourrait consister à renforcer la prévention aux abords des
passages piétons, des écoles et des axes très fréquentés, tout en ciblant les
comportements manifestement dangereux.
Des précédents à l’étranger
L’Italie ne
serait pas le premier pays à adopter une réponse financière. En Lituanie,
l’usage du téléphone lors de la traversée peut déjà entraîner une amende de 40
euros depuis 2018. À Honolulu, à Hawaï, les piétons ne peuvent pas rédiger de
textos en traversant, même s’ils peuvent téléphoner.
Ces exemples
montrent que les législateurs cherchent moins à réglementer la marche qu’à
prévenir les accidents dans les moments les plus exposés. La portée d’une telle
mesure dépendrait toutefois de sa lisibilité, de son contrôle et de son
acceptation par le public.
En France, la
prudence reste pour l’instant privilégiée à la sanction. Le débat italien
rappelle néanmoins que la sécurité des piétons ne dépend pas uniquement de la
vigilance des conducteurs: elle repose aussi sur l’attention de chacun au
moment de traverser.
[Photo: Martin Ollman/Getty Images - source :
www.epochtimes.fr]
Israel está
sustituyendo nombres de lugares históricos árabes en Jerusalén, al tiempo que
intensifica las medidas contra las instituciones y los funcionarios palestinos
en la ciudad ocupada.
Decenas de miles de fieles
palestinos asistieron a las oraciones en Al-Aqsa.
The Palestine Chronicle
Principales novedades
La gobernación de Jerusalén acusó a
las autoridades israelíes de sustituir sistemáticamente los nombres árabes
tradicionales de calles y monumentos por alternativas en hebreo.
Según se informa, las autoridades
retiraron los letreros que identificaban a Bab al-Amoud, o Puerta de
Damasco, e instalaron un letrero que decía «Puerta Vieja».
El ministro palestino para Asuntos de
Jerusalén, Ashraf al-Aawar, fue detenido el miércoles cerca de la mezquita
de Al-Aqsa, siendo esta su segunda detención en una semana.
Las autoridades
israelíes están sustituyendo nombres árabes históricos en toda la Jerusalén
ocupada, en lo que los funcionarios palestinos describen como un intento de
remodelar la identidad de la ciudad y borrar su herencia árabe, islámica y
cristiana.
La Gobernación de
Jerusalén anunció el miércoles que las autoridades israelíes habían retirado
los letreros con el nombre histórico de Bab al-Amoud, ampliamente conocido en
inglés como Puerta de Damasco, y habían instalado un letrero que identifica el
lugar como «Puerta Vieja».
Bab al-Amoud es
una de las principales entradas a la Ciudad Vieja de Jerusalén y uno de sus
monumentos palestinos más reconocibles.
La gobernación
afirmó que el cambio no debe considerarse una decisión administrativa aislada,
sino parte de una política israelí más amplia dirigida al panorama histórico y
cultural de Jerusalén.
Según el
comunicado, los nombres que dan nombre a las puertas, calles y monumentos de la
ciudad forman parte de la “memoria nacional, histórica y cultural” de
Jerusalén.
La gobernación
advirtió sobre los «continuos esfuerzos por alterar el carácter histórico de
Jerusalén», pero afirmó que los intentos de imponer nuevos nombres y realidades
«no borrarían la historia de la ciudad ni la memoria colectiva».
La controversia
surge en medio de una serie de medidas israelíes dirigidas contra instituciones
y funcionarios palestinos en Jerusalén Este ocupada.
El martes, las
fuerzas israelíes se apoderaron del Centro de Formación Profesional de
Qalandia, gestionado por la agencia de la ONU para los refugiados palestinos,
la UNRWA.
Las fuerzas
israelíes evacuaron al personal, tomaron el control del recinto e izaron una
bandera israelí en su patio. Posteriormente, el municipio de Jerusalén envió
equipos al lugar para comenzar las obras, de acuerdo con los planes para
establecer allí un complejo educativo municipal.
Un día después,
las autoridades israelíes detuvieron al ministro palestino de Asuntos de
Jerusalén, Ashraf al-Aawar, mientras asistía a una reunión familiar de duelo en
Silwan, cerca de la mezquita de Al-Aqsa, según informó la gobernación de
Jerusalén.
Según la
gobernación, las autoridades israelíes habían detenido previamente a al-Aawar
en su casa de Silwan y lo retuvieron durante varias horas antes de liberarlo
sin dar ninguna explicación.
El año pasado,
Israel también prohibió al ministro palestino la entrada a Cisjordania ocupada
durante seis meses, una restricción que posteriormente se prorrogó.
Las autoridades
palestinas llevan mucho tiempo acusando a Israel de intentar alterar la
identidad palestina de Jerusalén mediante la expansión de los asentamientos,
las demoliciones, las restricciones a las instituciones palestinas y los
cambios en el paisaje físico y cultural de la ciudad.
Jerusalén Este ha
estado bajo ocupación israelí desde 1967. Posteriormente, Israel anexó el
territorio, una medida que no está reconocida internacionalmente.
La Resolución 478
del Consejo de Seguridad de la ONU y otras resoluciones de la ONU rechazan las
medidas israelíes destinadas a alterar el carácter, la composición demográfica,
el estatus jurídico o el estatus político de Jerusalén.
[Foto: vía redes
sociales, QNN - reproducido en www.gerardodelval.com]
Da giovane, a Buenos
Aires, lo chiamavano El Yoni, traslitterazione argentina di Johnny,
perché era cresciuto negli Stati Uniti. Più John Wayne che Carlos Gardel. A New
York, quando gli parlavano in spagnolo, rispondeva in inglese e confessava di
essere italiano, per timore di essere confuso con un portoricano. Quanto
al lunfardo, gergo popolare bonaerense, argot della malavita che
spesso affiora nei testi di tango, gli era non solo estraneo, ma con ogni
probabilità l’avrebbe rifiutato in quanto cifra della Buenos Aires malfamata e
viziosa che aborriva.
Astor Piazzolla (Astòr dall’italiano
Astorre; la dinastia degli Astor anglo-americani non c’entra), propugnatore
del nuevo tango, il musicista argentino più importante del
Ventesimo Secolo, colui che trasferì il tango dalle sale da ballo di Buenos
Aires ai teatri e le sale da concerto più prestigiose del mondo, di sé diceva:
“io non ho niente a chevedere con il tango. La musica che faccio è quella
della Buenos Aires di oggi. Qui non ci sono gauchos e neanche
struzzi, né tanto meno furfanti a ogni angolo di strada”. Appunto. Niente
furfanti, niente giocatori d’azzardo o donne di facili costumi, niente lame di
coltello che sfavillano al chiaro di luna, niente lunfardo. Ma
soprattutto questo: niente ballerini.
Una delle definizioni più
abusate del tango è quella che lo scrittore argentino Ernesto Sábato attribuì
al compositore Enrique Santos Discépolo (massimo creatore del tango,
diceva Sábato), secondo il quale “il tango è un pensiero triste che si balla”.
Jorge Luis Borges si prese cura di segnalare, di quella frase, due parole a suo
dire discutibili: pensiero e triste. Il tango,
secondo Borges, non è assimilabile a un pensiero, ma a qualcosa di più
profondo: un’emozione. Quanto all’aggettivo triste, Borges era
dell’avviso che i primi tanghi non fossero affatto tristi. Sergio Piñero, amico
di Borges, poeta e già direttore della rivista Martin Fierro, fece
risalire questa tristezza agli immigrati italiani, colpevoli, a suo dire, di
aver illanguidito un genere nato in realtà rissoso “nel barrio
Palermo, o nelle tende di Adela vicino alla prigione (le ‘carpas de Adela’
erano dei postriboli, ndr.), o in calle Chile nel barrio Sur o forse nei
Corrales Viejos (…), solo più tardi il tango si allontana dai luoghi
considerati criollos, e si svigorisce quando giunge nel quartiere
genovese della Boca” (Jorge Luis Borges, Il tango. Quattro conferenze,
ed. Adelphi, 2019). Borges disse di non condividere questa interpretazione,
ritenendo piuttosto che il tango si sia intristito poiché guadagnando in
facoltà immaginativa perse per strada molto dell’eroismo e dello stoicismo
delle origini (“la paura nasce dall’immaginarsi le disgrazie prima che
accadano”, scrive Borges).
Di quella frase di Enrique
Santos Discépolo, Astor Piazzolla avrebbe con probabilità cercato anzitutto di
confutare l’idea secondo cui il tango sia una musica fatta per essere ballata.
Nessuno, fino all’avvento di Piazzolla, aveva mai osato pensare e
soprattutto dire pubblicamente una cosa del genere. Le
orchestre di tango amate a Buenos Aires assolvevano precisamente questa
funzione: far ballare la gente. Piazzolla, nel sostenere che il tango era
musica da ascoltare prima ancora che da ballare, colpì il tango e gli argentini
dritto al cuore. Incredulità, scandalo, indignazione. “A me i ballerini non
sono mai interessati”, aveva confidato Piazzolla al suo primo biografo, Alberto
Speratti (Con Piazzolla, Galerna, Buenos Aires, 1969). Borges (ricorrerà
spesso in queste righe) sosteneva che “musicalmente, il tango non deve essere
importante, la sua unica importanza è quella che gli attribuiamo”. Parole che
molti musicisti di tango dell’epoca in cui Piazzolla si faceva le ossa
arrangiando e componendo per l’orchestra di Aníbal Troilo avrebbero
probabilmente sottoscritto.
Astor Piazzolla nacque a
Mar del Plata l’11 marzo del 1921, ma a cinque anni si trasferì a New York con
la famiglia, dove rimase per poco più di dieci anni, prima di fare ritorno in
patria. Papà Vicente, giunto nelle Americhe dalla Puglia, per sbarcare il lunario
nella Grande Mela contrabbandava whisky che preparava e imbottigliava in gran
segreto nella vasca da bagno. La vita della famiglia Piazzolla, a New York, con
le sue amicizie pericolose e il barcamenarsi ai margini della legge, pare un
episodio minore della saga di Il Padrino di Francis Ford
Coppola. Ciò che più conta, però, è che il piccolo Astor imparò a suonare il
bandoneon – la fisarmonica di origine tedesca caratteristica delle orchestre di
tango – a Little Italy, New York, e non a Buenos Aires. Lo fece un po’
controvoglia su insistenza di papà Vicente. Astor era piuttosto affascinato dal
jazz e dalla figura di George Gershwin, colui che, ai suoi occhi, aveva saputo
coniugare musica colta e musica popolare, erudizione e istinto, Europa e Nuovo Mondo.
Mille volte avrebbe preferito sedersi davanti a un pianoforte o imbracciare un
violino, ma la sorte gli aveva riservato quello: una fisarmonica. Vicente
Loduca, pure di origine italiana e a sua volta suonatore di bandoneon, fra i
primi a portare il tango a Parigi fin dagli anni ’10 del Novecento, ricordava
come fossero in pochi, all’epoca, ad avere il coraggio di entrare in una sala
con lo strumento nella custodia: si vergognavano del suo aspetto, della sua
volgarità.
Astor Piazzolla ha
trascorso buona parte della sua vita a ripudiare il tango. Voleva
fortissimamente profilarsi alla stregua di Gershwin o di Béla Bartók, di
Stravinsky, e per riuscirci, quanto tornò in Argentina, prese lezioni da
Alberto Ginastera. Anni dopo, a Parigi, provò con Nadia Boulanger, ma lei gli
chiese quale musica suonasse in Argentina e Astor, con profondo imbarazzo,
confessò che era un musicista di tango. Lei allora pretese che le suonasse
qualcosa. Leggenda vuole che, dopo averlo sentito suonare la musica a cui lui,
suo malgrado, apparteneva, l’abbia quasi implorato: “questa è la sua musica,
non la abbandoni mai!”. Il difficile rapporto di Astor Piazzolla con il tango
non riguardava in verità tanto la musica, quanto il contorno, le premesse, la
cornice, qualcosa da cui molti, in Argentina, e ben prima di lui, avevano
sentito la necessità di smarcarsi. Il tango, proprio come il jazz, era una
musica associata ai postriboli. Lo ballavano gli uomini, fu Parigi e non Buenos
Aires a canonizzarlo, e nel farlo fu costretta a rinunciare alle pose
coreografiche originali, cortes y quebradas, trasformandosi, nelle
parole di Borges, “in una specie di camminata voluttuosa”. Come sottolinea più
volte lo stesso Borges nel volume citato, la gente comune stentò ad adottarlo
proprio perché ne conosceva l’origine. Furono piuttosto i niños bien dell’alta
società di Buenos Aires a farlo proprio e a esportarlo a Parigi. Leopoldo
Lugones, poeta molto amato da Borges, scrisse: “il tango, questo rettile da
lupanare”, e pur amandolo e sentendolo profondamente suo, pubblicamente lo
disdegnava.
Questo apparente paradosso
accompagnò a lungo anche Astor Piazzolla. L’ombra della dissolutezza, da un
lato, la dissipazione delle sale da ballo, il crimine e il vizio cui il tango
incessantemente si riferiva e da cui traeva la sua ispirazione, dall’altro la
poetica che si abbeverò a quelle ombre, e l’impossibilità, una volta diventato
un genere alla moda, di sottrarsi a quelle ombre e a quella poetica (si pensi,
ben oltre il successo parigino, a come il tango sia ormai parte del repertorio
di molti musicisti di estrazione colta, sorta di licenza esotica – vogliamo
dire erotica? – con cui ravvivare i programmi di sala). Ciò che lo
scrittore e giornalista Riccardo Piglia definì gustosamente “quel surrealismo
da quattro soldi che accosta il violino al colibrì e la forfora al cuore”,
oppure il Julio Cortázar del racconto Le porte del cielo, quando
nel descrivere una serata da ballo con l’orchestra di Francisco Canaro, parla
di “odor di cipria a buon mercato” e, nel descrivere gli astanti, scrive:
“compaiono alle undici di sera, calano da zone vaghe della città, lenti e
sicuri, soli o a due a due, le donne quasi nane e dai lineamenti quasi cinesi,
gli uomini simili a giavanesi, stretti in abiti a quadri o neri, con i capelli
ispidi pettinati a fatica” e di “odore di borotalco umidiccio sulla pelle, di
frutta marcia che ti fa sospettare affrettati lavacri”. Astor Piazzolla si
batté contro tutto e contro tutti per sottrarre il tango a questa dimensione.
La sua ambizione, come si
diceva, era di elevarlo a musica seria, una musica da ascoltare a concerto, non
da strascicare in balera, a immagine di quanto Ravel, Bartók, Stravinsky,
Villa-Lobos o Manuel de Falla avevano fatto con le musiche di estrazione popolare, ma anche di sottrarlo alla monotonia del sempre uguale, inseguendo
nuove forme come nel jazz stava facendo Stan Kenton, altro suo grande punto di
riferimento. Non a caso, e proprio a immagine di Kenton, il quale dava ai suoi
dischi dei titoli altisonanti: Artistry in Rhythm (1950), A
presentation of progressive jazz (1950), Innovations in Modern
Music (1950), fin dalla metà degli anni ’50 Piazzolla prese a sua
volta a esplicitare, enfatizzandoli, i suoi intendimenti: Sinfonía de
Tango (1955), Tango progresivo (1956), Tango
moderno (1957), Lo Que Vendra (1957), e poi, negli
anni ’60, Tango Contemporáneo (1963), 20 años de
Vanguardia (1964), giù giù fino agli ultimi capolavori: Tango:
Zero Hour (1986), The New Tango (1987, con il
vibrafonista Gary Burton).
Inutile dire che accanto
agli estimatori si guadagnò anche dei nemici. Alcuni particolarmente
agguerriti. Ernesto Sábato, nel romanzo Sopra eroi e tombe pubblicato
nel 1961, fa dire a un suo personaggio: “La nuova generazione non ne sa niente
di tango. Solo fostrò, bolero, rumba, e tutte quelle stronzate. Il tango è una
cosa seria, profonda. Parla dell’anima, ti fa pensare. (…) E quando uno di quei
pagliacci pretende di fare tango nuovo… non ne parliamo, sarà meglio. Il tango
dev’essere tango o niente”. Nel libro Tango, discusion y clave sempre
Ernesto Sábato si prendeva cura di attribuire al tango un valore che andava ben
oltre i meriti musicali e artistici del genere, trasformandolo in una sorta di
impronta morale o di cruccio filosofico per chi era nato su quel lembo di
terra: “un napoletano che balla una tarantella lo fa per divertirsi, il
bonaerense che si fa un giro di tango lo fa per meditare sull’esistenza”. Non
sono molte le musiche di estrazione popolare che hanno assunto, nel tempo, una
simile valenza e che sono state caricate, loro malgrado, di tanto afflato. Il
compositore Juan Carlos Paz, fra i maggiori critici della scuola
latino-americana che si sforzò, nei primi decenni del Novecento, di cercare
delle confluenze fra la musica di ascendenza colta e le musiche di matrice
folklorica, liquidò così la questione: “Tutta questa musica sofisticata, mezza
popolare, mezza colta – jazz metafisico, tango con innesti di Bartók, Ravel,
Stravinsky o di chiunque altro possa concedere l’imprescindibile e sofisticata licenza di cultura e modernità”.
A sancire l’infantile
perfidia degli eruditi nei confronti di Piazzolla pensò proprio Jorge Luis
Borges, il quale si riferiva al musicista chiamandolo col termine infamante
di Pianola. Borges amava il tango delle origini. Aveva delle
riserve persino su Gardel, reo, a suo dire, di aver inferto al tango una posa
drammatica che in origine non aveva, figurarsi un modernista come Piazzolla. Su
di lui, pur riconoscendone il talento, spese parole crudeli. Chiamato a
collaborare con Piazzolla a metà anni ‘60, Borges confidò all’amico Adolfo Bioy
Casares la sua pena: “Piazzolla ha suonato dei tanghi suoi. Mia madre credeva
fosse musica brasiliana. È un inetto e per giunta è così vanitoso… (…) Ti rendi
conto di che razza di animale è? Non sono né tanghi né niente del genere. Il
tango si sente nel corpo. Ascolti un tango e cambi subito postura, ti contrai
un po’. Lui li chiama tanghi solo perché se li presentasse
come semplice musica i musicisti lo sbranerebbero: invece, come innovatore del
tango lo tollerano e lo fomentano pure”. Da par suo Piazzolla considerava Borges
“un tipo stranissimo e distaccato”. Non lo capiva e non condivideva i suoi
gusti musicali. Davvero difficile immaginare due artisti più incompatibili e
più agli antipodi.
Nel suo Music. A
subversive history (Basic Books, 2019), lo storico della musica Ted
Gioia sostiene che vi siano molti punti in comune fra i compositori che
innovarono la musica colta nei primi decenni del Ventesimo Secolo e i pionieri
del ragtime, del jazz o del blues, e individua uno di questi punti di contatto
nello sradicamento, nella condizione di chi è chiamato a vivere e
creare in terra straniera. Gioia, un punto di vista vertiginoso, suggerisce che
la storia della musica americana sia in buona parte figlia dello sradicamento
di un popolo, o meglio, di individui di popoli diversi (gli afro-americani), e
che questa condizione di estraneità, di spaesamento, di privazione del proprio
patrimonio di cultura e tradizione, abbia determinato, quasi per necessità di
adattamento, la creazione di nuove forme di espressione musicale. Gioia va un
passo oltre e arriva a ipotizzare che persino nel mondo della musica colta
l’innovazione, e in particolare proprio nel Ventesimo Secolo, sia sovente da
ascrivere agli outsider, siano questi esiliati politici o semplici
emigrati. Prescindendo dalla generazione dei Gershwin e degli Irving Berlin
(quasi tutta la canzone americana degli anni ’20 e ’30 nata in ambito teatrale
o cinematografico reca la firma di un compositore o di un paroliere di origine
ebraica, e lo stesso si potrebbe dire dei librettisti e dell’industria musicale
tutta), Gioia fa i nomi di Arnold Schoenberg (da Vienna alla California), Igor
Stravinsky (Svizzera, Francia, Stati Uniti), Paul Hindemith, Kurt Weill, Sergei
Rachmaninoff, Béla Bartók, Erich Wolfgang Korngold, Ernest Bloch… Circostanze
diverse, motivazioni diverse. A ben vedere persino Händel e Haydn
(Inghilterra), o Chopin e Liszt (Parigi) prima di loro avevano operato e creato
in terra straniera. Nel catalogo di emigrati illustri Ted Gioia stranamente non
include Astor Piazzolla, ma nessuno meglio di lui avrebbe potuto rivendicare lo
statuto di “sradicato DOC”: diventato adulto a New York, bandoneista a Little
Italy, studi musicali a Parigi, la sensazione di essere straniero in patria, il
rifiuto di operare entro i canoni e il sistema del tango così come lo avevano
sempre inteso gli argentini. Se c’era qualcuno che poteva rifondare il tango
partendo da un presupposto altro, quello era proprio Astor Piazzolla, El
Yoni. Lo scrittore Ricardo Piglia ha scritto che “il tango, come la
letteratura, non rispecchia una realtà, ma reclama una realtà”. E Piazzolla
proprio questo ha fatto: ha dato al tango non tanto una seconda vita, ma una
nuova realtà entro cui esprimersi.
Astor Piazzolla, "Adios Nonino"
Letture consigliate
Diego Fischerman e Abel
Gilbert, Piazzolla. La biografia, Minimum Fax, 2012
Jorge Luis Borges, Il
tango, Adelphi, 2019
Jorge Luis Borges, Storia
del tango, in Evaristo Carriego, Einaudi, 1972
Julio Cortázar, Le
porte del cielo, in Bestiario, Einaudi, 1965
Ulrich Siegmund, tête de liste de l'AfD, lors de son
arrivée pour un débat sur la chaîne régionale MDR à Magdebourg, le 26 août
2026.
Écrit par Stephan Martens
En Allemagne, les
électeurs sont appelés à renouveler leurs représentants aux Parlements
régionaux de Saxe-Anhalt, de Mecklembourg-Poméranie-Occidentale et de Berlin en
septembre. Prévu le 6 septembre, le scrutin de Saxe-Anhalt pourrait voir le
parti de l’Alternative pour l’Allemagne (AfD) accéder au pouvoir. Pour la
première fois depuis 1945, une formation d’extrême droite pourrait donc accéder
à la direction d’un Land, alors que l’AfD est déjà le premier parti
d’opposition au Parlement fédéral.
Ce parti, qui a
su capitaliser sur des événements récents, tels que l’attentat
islamiste lors de la Marche des fiertés de Berlin, le laborieux remaniement
gouvernemental de juillet et la grave crise de l’industrie automobile, est en
tête des intentions de vote en Saxe-Anhalt (40 %) et en
Mecklembourg-Poméranie-Occidentale (35 %).
L’Allemagne a
longtemps voulu se présenter comme un modèle pour le monde, notamment en
matière de stabilité politique, de gestion des déchets, de protection du climat
ou d’accueil des migrants. La République fédérale d’Allemagne (RFA) s’est
construite sur la négation du national-socialisme, où toute forme de
patriotisme est devenue suspecte. Les partis traditionnels du rassemblement
(Volksparteien), comme les chrétiens-démocrates de la CDU/CSU et les
sociaux-démocrates du SPD, ont cherché à mener une politique de consensus, au
centre (Mitte) de l’échiquier politique, afin d’éviter de brusquer l’opinion
publique.
Cette stratégie a
conduit à une domination des gouvernements de «grande coalition» depuis 2005, à
l’exception de la législature 2009-2013. Cette approche, qui a apporté une certaine
stabilité, atteint aujourd’hui ses limites.
L’AfD a connu
une ascension fulgurante avec la crise migratoire de 2015
En
2015, l’Allemagne a ouvert ses portes à près d’un million de réfugiés fuyant
la guerre en Syrie, en Irak et en Afghanistan. Bien que ce geste d’accueil ait
été salué par de nombreux Allemands, et que le pays soit devenu plus
cosmopolite, il a également engendré un ressentiment, surtout en ex-République
démocratique allemande (RDA) où la classe politique n’a pas su engager un
véritable débat sur la «crise migratoire».
Dans ce contexte
l’AfD, fondée en 2013, a connu une ascension fulgurante, plaçant l’immigration
et l’insécurité au cœur de son discours et renforçant sa position dans les
nouveaux Länder. La branche ultraconservatrice du parti (Der Flügel) a
consolidé son influence, attirant des électeurs déçus par la réunification et
les politiques d’immigration.
Les partis
traditionnels semblent désarmés face à cette montée de l’AfD. Certains refusent
de le considérer comme un parti légitime, tandis que d’autres s’interrogent sur
l’efficacité de l’ostracisme, qui pourrait renforcer le sentiment victimiste du
parti. La politique du cordon sanitaire – illustré en Allemagne par la notion
de «mur pare-feu» (Brandmauer) – qui consiste à éviter toute alliance avec
l’AfD, est débattue, notamment parmi les conservateurs. Cependant, la majorité
des forces politiques refuse de collaborer avec l’AfD, en partie à cause de la
mémoire de la dictature nazie.
Le succès de
l’AfD dans l’ex-RDA peut être attribué à divers facteurs, notamment des
préoccupations socio-économiques et des causes psychologiques. Le taux de
chômage y est plus élevé qu’à l’Ouest, et le revenu moyen par habitant est
également inférieur. De plus, la population de l’Est ressent un manque de
reconnaissance, se percevant comme des citoyens de «seconde zone».
Ce sentiment de
déclassement, combiné à une culture politique différente – la RDA fut conçue
comme un Etat rempart au fascisme, et ses habitants n’ont jamais fait un réel
travail sur le passé nazi –, favorise l’ascension de l’AfD, qui se présente
comme le porte-parole des mécontents.
L’AfD prône une
vision d’une Allemagne forte, prête à tourner la page de son passé, tout en
distillant des valeurs illibérales auprès d’une population qui pour l’heure n’a
pas encore la même tradition d’autocritique que l’Ouest.
Les
chrétiens-démocrates ont laissé se créer un vide dangereux à leur droite
Les dirigeants
allemands doivent prendre conscience de l’importance du respect des règles
démocratiques. Cependant, Angela Merkel et ses successeurs, Olaf Scholz et
Friedrich Merz, incarnent une aspiration à une démocratie fondée sur le
consensus, évitant systématiquement tout conflit – comme ce fut le cas pour la
sortie du nucléaire civil ou la fin de la conscription. Cette tendance délétère
a conduit à une dépolitisation de la vie politique, où des sujets essentiels
sont souvent esquivés pour préserver l’harmonie.
Les partis
traditionnels, dans un souci de tactique électorale à court terme, ont accepté
de compromettre leur identité politique fondamentale. Historiquement, la
CDU/CSU a cherché à combattre les partis de droite radicale tout en répondant à
certaines de leurs revendications. Cela avait permis d’assécher l’attractivité
de ces partis et de stabiliser la démocratie. Or, par crainte d’être perçus
comme trop proches d’une droite dure, les chrétiens-démocrates ont laissé se
créer un vide dangereux à leur droite.
L’avenir dira si
l’AfD peut infliger des dommages à la CDU/CSU plus importants que ceux causés
au SPD par la scission ayant donné naissance à la Gauche (Die Linke). La
démocratie allemande traverse une crise. Le débat politique doit être rétabli
et les partis traditionnels doivent trouver des moyens de reconnecter avec une
population qui se sent délaissée. La capacité de l’Allemagne à maintenir sa
démocratie et à promouvoir une véritable confrontation d’idées sur les enjeux
politiques importants est mise à l’épreuve.
Stephan
Martens, professeur d’études allemandes à CY Cergy Paris-Université et codirecteur de «la Revue européenne».
“Fabbrico fake news” ammette Eli Hazan, funzionario senior della comunicazione
israeliano, in un video in cui dichiara che la verità e i fatti non
contano più. La stupefacente confessione di Hazan è stata catturata in un
filmato diventato virale sui social media.
Il video ha attratto oltre un milione di visualizzazioni
su X, con migliaia di condivisioni e commenti. Nel filmato Hazan afferma: “La
verità non conta più. I fatti non contano più”. Continua ammettendo: “Come
reazione io rispondo fabbricando fake news”, per finire sostenendo che Israele
deve adottare una strategia di comunicazione modellata su quella del presidente
statunitense Donald Trump.
Il modello Trump citato da Hazan va di pari passo con
l’uso ripetuto di affermazioni false o fuorvianti, scartando ogni reportage
sfavorevole come “fake news”. Trump ha contribuito a rendere popolare la frase
come attacco politico contro le critiche. Il termine, che all’inizio è stato
usato principalmente per descrivere storie inventate, è diventato un aspetto
centrale degli attacchi di Trump contro i media durante la sua scalata al
potere.
Il disprezzo di Tramp per l’accuratezza dei fatti è stato
ampiamente documentato da verificatori dei fatti indipendenti. Il Washington Post ha documentato,
durante il suo primo mandato presidenziale, 30.573 affermazioni false o
fuorvianti, una media di circa 21 al giorno. PolitiFact, dopo aver esaminato
1000 dichiarazioni di Trump dal febbraio 2024 ha scoperto che circa il 76% di
quelle selezionate per la verifica dei fatti erano valutate “Quasi del tutto
Falso”, “Falso” o “Bugia”, con una valutazione media di “Falso”.
Imitando Trump, anche Hazan descrive i social media come
un campo di battaglia in cui Israele deve combattere una “guerra” online contro
i suoi oppositori, e afferma che in questa guerra di informazione l’accuratezza
fattuale è secondaria.
Hazan è da tempo un personaggio della comunicazione del
Likud: è stato direttore degli Affari Esteri del partito, portavoce di Benjamin
Netanyahu e ambasciatore di Israele a Singapore. I media israeliani hanno
rivelato che quest’anno Netanyahu avrebbe cercato di nominarlo direttore
dell’Ufficio Stampa del Governo (GPO), l’organo responsabile delle relazioni
fra governo israeliano e giornalisti locali e stranieri.
Il GPO descrive come parte del suo ruolo il mantenimento
delle relazioni con i giornalisti stranieri e lo svolgimento di attività
diplomatiche pubbliche intese a migliorare l’immagine di Israele sui media
internazionali.
Le affermazioni di Hazan sono diventate virali mentre
Israele riversa somme senza precedenti nella hasbara,
la diplomazia pubblica e l’apparato di propaganda dello Stato, per tentare di
ribaltare il crollo del sostegno internazionale dopo il genocidio a Gaza.
Il budget della diplomazia pubblica di Israele è balzato
a circa 730 milioni di dollari, oltre quattro volte i 150 milioni di dollari allocati
l’anno prima. La cifra destinata quell’anno era già 20 volte la spesa
israeliana per tali operazioni prima del 2023. Le somme vengono indirizzate
verso campagne digitali, influencer, delegazioni straniere, organizzazioni di
sostegno e altre iniziative intese a rimodellare l’opinione internazionale.
Israele ha
anche pagato a influencer sui social media fino a 7000 dollari per post per
pubblicare materiale filoisraeliano. Altri contratti prevedevano migliaia di
storie per i social e decine di milioni di visualizzazioni mensili, mentre
altre campagne hanno cercato di influenzare i risultati delle ricerche e
dell’ambiente delle informazioni usati dalle piattaforme di intelligenza
artificiale.
(traduzione dall’inglese di Mirella Alessio)
[Foto: Screengrab/@HatsOffff
- riprodotto su www.zeitun.info]
Arena Hash, la banda de rock que formó durante una de las peores épocas del
Perú
El texto que
acompaña esta fotografía reza: "En el Perú hay una organización que se
considera en guerra contra todos -perros inclusive- trasladando al medio local
los problemas de Teng Siao Ping, a cuya progenie se refiere abundantemente. No
se ha explicado al resto de los mortales lo que tiene que ver en el embrollo".
Escrito por Úrsula Álvarez Gutiérrez
Aunque estaba decidido a ganarse la vida como músico, Pedrito quiso
estudiar en la universidad por puro escozor intelectual. Eligió la
carrera de Comunicaciones, porque comunicar es poder generar algo común
para integrar a los seres. Las musas que participaron en su concepción
intervinieron otra vez y le tocó una clase llenecita de mujeres y solo dos
hombres, me sentí un obstetricio, contó cuando se volvió famoso
inventándose una palabra, quien dijo que Dios creó al hombre primero y
a la mujer después porque de los errores se aprende, acertó, y confesó que
sin la ayuda de las chicas de su clase jamás hubiera podido graduarse, son
mucho más inteligentes que nosotros.
“Parecía un príncipe gitano que levitaba por los pasillos de la facultad,
siempre perseguido por las chicas más lindas de Lima… era un rockstar…”, o algo
muy parecido, escribió un periodista que lo conoció en aquel tiempo. Cuentan
que Pedrito de verdad era un éxito entre las chicas, aunque cuando se volvió
famoso contó que los amores al paso nunca le habían gustado, ¿una vaina
así, al vuelo, tipo gato? ¡Nooo!, el sexo sin amor va dejando de lado el
espíritu hasta marchitarlo por completo. Cuentan también que andaba siempre
vestido de negro, en actitud de quien intenta desentrañar el misterio de la
inmortalidad del mosquito, preguntando las cosas que nadie pregunta y hablando
de los temas de los que nadie habla. “¡Es un fumón!”, concluyeron por lo tanto
los mudos, porque siempre ha sido más fácil acusar que entender.
Quizá el único tiempo peor que aquel en la historia del Perú fue el de la
Guerra del Pacífico, la que quiso arrebatarnos al abuelo de Pedrito. La
inflación batía tantos records que ni el prefijo “híper” la alcanzaba, y un
enemigo feroz mataba peruanos de todos los colores, de dos o cuatro patas,
porque ni los perros se libraron del afán sanguinario del peor terrorismo que
el mundo había conocido hasta entonces. De los postes de luz, sin luz porque
los terroristas dinamitaban las torres eléctricas, colgaban los pobres perros
mensajeros del odio. Se diseminó entre los pueblos olvidados por Dios, por el
Estado y por el resto de peruanos; creció como crece el mal cuando lo dejan,
llegó a las ciudades y hasta la esperanza comenzó a abandonarnos.
La emigración imitó a la inflación y entre los que nos quedamos, los únicos
con suerte fuimos los colegiales, porque las tareas de hacer milagros para
multiplicar panes y malabares para esquivar bombas, fueron de los adultos. Los
políticos no atinaron ni una y quienes intentaron defendernos murieron
descuartizados a manos de los emisarios del Mal. Es difícil entender ahora cómo
hizo el Perú para sobrevivir tanto horror, quizá lo logró porque se llama Perú,
es hijo del Sol y porque algunos de sus hijos lo ayudaron. Uno de ellos, fue
Pedrito.
Durante uno de los silencios que siguió a una de las explosiones, el Perú
escuchó a un chico cantar… Estoy atrapado y no puedo salir… ¿es que no
ves que hay una bomba que se desprende de mi ser y se transforma en algo
horrible? Abrázame, no sé qué hacer… hoy siento pena, siento pena de mí... Quizá
mi país se reconoció en la letra o se relajó con el ritmo, el asunto es que
siguió escuchando y cuando conoció la historia de un resfrío en Brasil… Por
la carretera, cruzando la frontera una linda morena me dijo “llévame, yo me
acomodo atrás”. Yo le dije “si me guías te llevo de rodillas donde tú me
pidas”… Nos mojó la lluvia, me sorprendió la fiebre y en plena penumbra me
empezó a besar, fue fenomenal… de tantos besos la contagié, en cama cinco meses
pasé… Era una maravilla, con su tanga de estrellitas se me ponía encima y no
podía respirar, fue fenomenal… Todo me dolía, ella estornudaba, pero resistía…
No supe nunca hablar portugués, pero qué bien que me comuniqué… Nos dimos el
adiós, qué penoso adiós…, el Perú casi se murió de risa, de ternura y de
alivio, porque aun en el peor de los horrores, seguía habiendo vida, seguía
habiendo amor y hasta seguía habiendo ilusión.
Bailó, el Perú, gracias a Pedrito, muerto de risa con la descripción
perfecta de las borracheras de sus adolescentes… ¡Uh!, cuando la cama
me da vueltas… ¡Un, dos, tres, va! Por la calle regresé, embriagado hasta los
pies… con la mesa me estrellé y del ruido desperté ¡uh!, a mi mamá, tambaleando
me acerqué y con un beso la asfixié… Todo se nubló y el remolino me agarró, la
casa la sentía de cabeza, con acrobacias avancé hacia mi cuarto y me dejé ¡uh!,
desparramar… ¿qué puedo hacer? Cuando la cama me da vueltas, me agarro y no lo
puedo evitar…
Arena Hash se llamaba la banda que Pedrito había fundado con su hermano y
dos amigos, y los cuatro andaban de estación de radio a estación de radio, casi
mendigando que, por favor, por favor, pusieran sus canciones. Arena
Hash apareció por fin en todos los programas de televisión y el Perú quedó turulato
porque los mocosos universitarios que cantaban las canciones más desfachatadas
de la vida tenían muy buenos modales. Ensayaban en casa de Pedrito y su mamá,
que era trabajadora, paciente y muy distraída pero no tanto, les llevaba la
comida al garaje mientras los chiquillos reventaban la batería, la guitarra, el
bajo y el teclado, mezclando rock con todo lo imaginable y hasta lo
inimaginable, su barrio saltaba como una rana oyendo blues y
un patrullero daba vueltas, vueltas, en busca del origen del escándalo
sin que ningún vecino los delatara, porque a Arena Hash la quiso todo el Perú,
aunque metió un montón de bulla. Los chicos comenzaron a recorrer el país pese
a las bombas de los terroristas y quizá así Pedrito se hizo hombre.
Cuando el papá de un amigo suyo murió, Pedrito fue a darle el pésame porque
lo quería y también, porque su propio papá había muerto y comprendía. En el
velorio, vio a su amigo y a los asistentes tan tristes, que pidió la guitarra
del difunto y pasó horas tocándola y cantando para transformar el momento en
algo casi feliz. Lo consiguió, porque Pedrito siempre consiguió transformar la
tristeza, era uno de sus superpoderes, por eso lo queremos tanto, y por eso es
inmortal.
El segundo disco de Arena Hash fue una locura y contó, entre otras, la
historia del Rey del Ah, ah, ah… Hace años mil hubo una princesa que no
podía vivir sin hacer ah, ah, ah. Ella solía dormir en un súper King Size con
soldaditos mil y una gran orquesta. Ellos tocaban sin, tocaban sin parar y así
nadie iba a oír el feroz “ah, ah, ah”. Pasaba por ahí un trovador bacán,
llevaba un calcetín justo en la zona Ah… La princesa lo vio y ordeno descansar,
“a ver buen trovador, ¿qué me vas a enseñar?… La princesa pidió una venia
total, pues con el trovador ella se iba a casar. El trovador dijo no a la
corona, pues él nació siendo el Rey del Ah, ah, ah… La banda de
Pedrito desalojó a los cantantes gringos de las radios y llenó todos estadios
peruanos bajo una lluvia de calzones. Nunca
una banda peruana tuvo tanto éxito.
Las autoridades de la universidad de Pedrito lo llamaron, “representas a la
Universidad y tenemos que hacer algo al respecto”, le dijeron, contactaron al
Jefe de la Facultad de Comunicaciones de una universidad gringa, “tenemos un
fenómeno, un teen-idol”, y ese señor llevó a Pedrito a un seminario en Holanda,
para que entendiera la responsabilidad que se había echado encima y Pedrito
entendió. La noche de su graduación, con toga, birrete y una corbata hecha de
cartulina porque no tenía ni una de verdad, cantó a capela y lo aplaudieron
tanto, que el estruendo casi silenció al de las bombas terroristas. Quizá por
eso, su país comenzó a quererlo como nunca ha querido a otro artista.