Vários artistas anunciaram o
cancelamento da sua presença no festival Commedia a La Carte, que tem como
cabeça de cartaz Jerry Seinfeld, o humorista que apoia o genocídio em Gaza.
Marcado para o final
de outubro em Lisboa, o Festival MEO Commedia a La Carte viu nos últimos dias
vários artistas cancelarem a sua presença. Os cancelamentos do concerto do
Conjunto Cuca Monga e do espetáculo Tributo Pop, com Tatanka, Carolina
Deslandes e Bárbara Tinoco, foram os primeiros a ser divulgados pela
organização.
Mais tarde, a dupla de comediantes Cebola Mol, de Eduardo Madeira e
Filipe Homem Fonseca também anunciou que não faria parte do cartaz do evento.
"Celebraremos justiça, liberdade e alegria numa próxima oportunidade”,
afirmaram os humoristas nas redes sociais, publicando uma foto sua ao lado da
imagem de uma fatia de melancia, associada ao movimento de solidariedade com o
povo palestiniano.
A atriz Inês Aires Pereira foi mais explícita ao justificar o
cancelamento com a recusa de “normalizar um genocídio” e referindo que um dos
nomes convidados "defende insistentemente ideias e atos" que
considera "indefensáveis".
Outros nomes em cartaz que já anunciaram o cancelamento são o artista
visual Vhils e o humorista Pedro Tochas.
A razão principal da debandada de artistas deste festival que pretendia
reunir "o melhor da comédia, teatro, música, performance, 'storytelling' e
cultura pop" é a presença como atração principal do humorista Jerry
Seinfeld, que desde o início do genocídio em Gaza não tem poupado apoios à ação
militar israelita e críticas ao movimento de solidariedade com a Palestina.
Seinfeld comparou mesmo o movimento pela Palestina Livre ao Ku Klux Klan,
acusando os ativistas contra o genocídio em Gaza de partilharem o
antissemitismo do KKK. “Digam só que não gostam de judeus. Ao dizer 'Libertem a
Palestina', não estão a admitir o que realmente pensam. Por isso, na verdade —
em comparação com o Ku Klux Klan, acho que o Klan é um pouco melhor, porque
podem dizer logo à partida: 'Não gostamos de negros, não gostamos de judeus'.
OK, isso é honesto”, afirmou o artista na Universidade de Duke. Noutra ocasião,
desafiado a dizer “Free Palestine” num espetáculo, respondeu a dizer que a
Palestina “não existe”.
[Fonte: www.esquerda.net]
.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário