Ministra da Cultura quer estimular a compra de direitos e publicação de traduções de obras literárias nacionais, e diz que apoio à edição contribuirá para a publicação de obras menos comerciais.
Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Desporto e Juventude
Escrito por Carla Alves RibeiroUma Linha de Apoio à Tradução
de Excertos de Obras Literárias e uma Linha de Apoio à Edição em Portugal. Foi
com este anúncio que a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, assinalou
o Dia Mundial da Língua Portuguesa, durante uma visita às exposições No
Rasto de Luís de Camões e Onde Terá Segura a Curta Vida?
Camões e a Vida como Viagem que inauguraram esta terça-feira,
5 de maio, na Biblioteca Nacional.
O apoio à tradução será anual e atribuído pela Direção-Geral do
Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) a editores, agentes literários e
tradutores literários profissionais, nacionais ou estrangeiras, e tem como
objetivo "estimular a compra de direitos e a publicação de
traduções" de obras literárias portuguesas, diz o Ministério da Cultura em
comunicado.
“Apoiar as escolhas editoriais de vários profissionais do setor
com a tradução de excertos de uma obra portuguesa em várias línguas é ampliar a
sua divulgação noutros países. Com esta nova linha de apoio,
inédita em Portugal, aumentamos o alcance e a representatividade da nossa
literatura no plano internacional”, afirma a ministra da
Cultura, Juventude e Desporto, citada na nota de imprensa.
Já a Linha de Apoio à Edição em Portugal abrange a edição impressa
ou digital de obras de autores nacionais, "especialmente em áreas de menor
viabilidade comercial", lê-se no comunicado. A
linha garante um subsídio a fundo perdido até 50% do custo da edição, com um
limite de cinco mil euros por obra.
“Em áreas como novos autores, poesia, ensaio ou património literário, o Estado deve intervir para estimular a publicação de obras que, de outra forma, têm a sua viabilidade comprometida pela lógica de mercado”, sublinha a ministra Margarida Balseiro Lopes. A ministra da Cultura diz que este apoio é "uma forma indireta de apoiar o setor", especialmente as livrarias mais pequenas, “uma vez que essas obras com menor potencial comercial constituem o principal acervo das livrarias independentes".
[Foto: ANTÓNIO COTRIM/LUSA -
fonte: www.dn.pt]

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