Desde janeiro de 2012, quando todos os órgãos do
governo de Portugal passaram a ser obrigados a adotar as regras, alguns
juízes vêm reclamando a autonomia do Judiciário para decidir escrever o
português como quiser.
Não é de hoje o descontentamento de alguns juízes portugueses
com as novas regras do acordo ortográfico assinado pelos países de
língua portuguesa.
A rebeldia chegou ao seu ápice em abril deste ano, quando um juiz se
recusou a receber parecer escrito segundo as regras do acordo. O juiz
Rui Teixeira agora terá de prestar contas ao Conselho Superior da
Magistratura.
O órgão anunciou nesta segunda-feira (11/11) a abertura de inquérito
disciplinar contra Teixeira. Ele é acusado de recusar mais de uma vez
pareceres técnicos do Ministério da Justiça que cumpriam a Resolução
8/2011 do Conselho de Ministros.
A norma foi publicada no Diário Oficial de Portugal de 25 de janeiro
de 2011 e forçou a adoção do acordo ortográfico pelo governo e por
todos os seus órgãos (clique aqui para ler).
Em um comunicado enviado à imprensa, o Conselho Superior da
Magistratura não deu detalhes sobre as acusações contra o juiz. Apenas
afirmou que, na última sessão plenária, na terça-feira (5/11), os
conselheiros decidiram pela abertura do inquérito para apurar a conduta
de Teixeira. O Conselho ainda explicou que não está sendo discutida a
interpretação da aplicação da nova grafia e lembrou que, em abril de
2012, já decidiu que não cabe aos juízes indicar quais as normas
ortográficas que devem ser usadas nos processos.
Rui Teixeira ganhou notoriedade por presidir a instrução de um dos maiores escândalos de pedofilia em Portugal. Ler o artigo completo.
[Fonte: www.observatorio-lp.sapo.pt]
Inquérito disciplinar?!
ResponderEliminarEsta notícia é mais fiável: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3526834&page=-1