“A nossa política tem por objectivo proporcionar o ensino do português
não só aos lusodescendentes mas também investir no português para que
seja integrado no ensino público americano e canadiano”, disse à agência
Lusa António Oliveira, que coordena a partir de Nova Iorque o ensino do
português nos EUA e Canadá, no âmbito do Instituto Camões.
António Oliveira está em Ponta Delgada a participar no curso de verão de
2013 para docentes de língua portuguesa dos EUA, que arrancou ontem na
Universidade dos Açores, sendo este financiado pela Fundação
Luso-Americana (FLAD) e apoiado pela academia açoriana, a Associação de
Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá (APEEUC), Instituto
Camões e Direcção Regional das Comunidades do Governo dos Açores.
Para
este responsável, a missão de integrar o português no ensino regular
americano é “extremamente ambiciosa”, uma vez que o Instituto Camões
tutela no exterior o ensino desde o básico ao universitário.
António
Oliveira revela que no ano lectivo anterior foram “distribuídos pela
primeira vez”, no âmbito do ensino básico, manuais escolares criados de
raiz pelas escolas das associações portuguesas responsáveis pelo ensino
da língua.
“Oferecemos também pela primeira vez a certificação da
aprendizagem, tendo sido realizados exames de língua portuguesa que
permitem aos alunos terem acesso a um diploma emitido pelo Ministério da
Educação e Instituto Camões que lhes dá acesso a créditos a português
junto do ensino público”, revelou, afirmando que o facto de haver menos
lusodescendentes a aprender a língua se prende com a “redução” dos
fluxos de emigração e defende que há que investir agora no português
como uma “língua estrangeira”, como uma “segunda língua”.
“Queremos
dotar as escolas das associações com condições para que possam ir mais
longe. De facto, houve um decréscimo porque a emigração hoje acabou, mas
também as escolas não se modernizaram e adaptaram por falta de apoios
no passado”, admite. António Oliveira aponta que nos EUA, nas escolas
comunitárias das associações portuguesas, estão a aprender português
cerca de oito mil alunos. No ensino público ao nível do secundário e do
junior high school (ensino intermédio) há cerca de 15 mil estudantes,
enquanto nas universidades são cerca de 20 mil.
O director regional
das Comunidades do Governo dos Açores, Paulo Teves, declarou, por seu
turno, na abertura do curso de Verão, que a preservação e divulgação da
língua portuguesa constitui uma missão que deve ser “partilhada por
todos” e não só pelos professores.
Escrito por CA
[Fonte: www.correiodosacores.info]

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