domingo, 1 de abril de 2012

Na ponta do lápis


Há séculos, o pequeno instrumento de grafite e madeira ajuda a humanidade a escrever a história do mundo
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HISTÓRIA
Chumbo, estanho, prata e, finalmente, o grafite! Muito tempo se passou para que o lápis que conhecemos tivesse esse formato fácil de usar e transportar. Durante o império romano, os “lápis portáteis” eram barras redondas de chumbo, usadas para escrever ou desenhar. Foi só por volta do século XII que surgiu na Europa um instrumento mais parecido com o que usamos atualmente. Feito com uma mistura de estanho e chumbo ou prata, os artistas da época utilizavam esse material em seu cotidiano, inclusive Leonardo da Vinci.

Apenas no século XVI o grafite foi descoberto em minas na Europa e passou a ser utilizado para escrever. No início, pele de animais ou cordas envolviam o material para dar suporte às mãos.

Mais tarde, aconteceram os primeiros registros do uso da madeira para formar o objeto. Era como se fosse um sanduíche de grafite com pedaços simples de madeira.

No século seguinte, o uso do lápis, mesmo dessa forma mais rudimentar, começou a se intensificar e é de 1659 o primeiro registro da profissão de fabricante de lápis.

No final do século XVIII, graças à contribuição do francês Nicholas-Jacques Conté, os lápis ganharam a forma que sobrevive há centenas de anos. Foi ele quem conseguiu produzir barras de grafites que eram envolvidas por madeira em formato circular. Além disso, conseguiu variar a dureza do grafite, misturando-o com diferentes proporções de argila.

Em meados de 1800, o instrumento ganhou uma borracha em sua ponta, ideia do norte-americano Hyman Lipman. Pouco antes, em 1761, Kaspar Faber passou a fabricar lápis. Ele deu início ao que se tornaria a Faber-Castell, uma das indústrias mais antigas no mundo e referência no mercado de lápis, produzindo anualmente mais de 1,8 bilhão de unidades.

SUSTENTABILIDADE
A produção atual de lápis é um processo ecológico e sustentável. Toda madeira utilizada pelos grandes fabricantes é de áreas de reflorestamento, devidamente certificadas e monitoradas. No caso da fabricação do Ecolápis, da Faber-Castell, tudo é reaproveitado, desde a madeira até as folhas, serragem e as cinzas produzidas na caldeira. Os resíduos se transformam em adubo, fonte de energia, húmus, chapas de aglomerados, entre outros materiais.

NÃO ESQUEÇA
O SEU LÁPIS:
  • §  Escreve de cabeça para baixo
  • §  Escreve debaixo d’água
  • §  Não utiliza materiais sintéticos
  • §  É reciclável e biodegradável
  • §  Pode ser facilmente apagado
  • §  É completamente atóxico
  • §  Não vaza no bolso
  • §  Não borra quando a mão escorrega por cima do papel recém-escrito


De 15 a 25 anos
  • é a idade das árvores que são usadas para a fabricação de lápis.


175 mm
  • é o comprimento padrão de um lápis.


3,5 milhões de lápis
  • são produzidos com as árvores plantadas em um hectare, equivalente a um quarteirão da cidade.


18 bilhões de lápis
  • são produzidos por ano no mundo inteiro.

[Imagem: flickrhivemind.net - fonte: Faber-Castell] 

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