Em menos de três meses foi atingida a meta das assinaturas necessárias para obrigar a Comissão Europeia a tomar uma posição sobre a suspensão do acordo comercial com um país que promove o genocídio e a guerra.
Catarina Martins na conferência de imprensa dos dirigentes da Aliança da Esquerda Europeia
Foi em meados de janeiro que a Aliança da Esquerda Europeia - que integra o Bloco de Esquerda, Podemos, França Insubmissa e outros partidos da esquerda europeia - anunciou o lançamento de uma Iniciativa de Cidadania Europeia pela suspensão total do acordo de Associação UE-Israel. Menos de três meses depois, o limiar de assinaturas necessário para validar a iniciativa foi atingido, mas ela continuará aberta a subscrições aqui até ao verão.
Em conferência de imprensa realizada esta quarta-feira em Bruxelas, ao lado de Manon Aubry e Rima Hassan, eurodeputadas da França Insubmissa, Catarina Martins interveio enquanto copresidente da Aliança da Esquerda Europeia para agradecer aos membros desta aliança de partidos de esquerda, mas também a muitos sindicatos e ONG que participaram na iniciativa e ajudaram a divulgá-la, mostrando que ela “não é apenas de ativistas, é um movimento de massas”.
Para Catarina Martins, o que estas mais de um milhão de pessoas estão a dizer é que “não queremos ser cúmplices dos crimes de guerra de Israel” e que “se a União Europeia não ouvir estas vozes, as pessoas vão afastar-se cada vez mais” dela.
Ao manter o acordo de cooperação com Israel, prosseguiu Catarina, a UE “não está a cumprir o direito internacional”, dado que “os tratados dizem que só podemos ter acordos comerciais quando o direito internacional e os direitos humanos são respeitados”, o que está previsto no próprio texto do acordo com Israel.
Lembrando que a UE é um parceiro comercial fundamental para Israel, Catarina diz que isso significa que “estamos a financiar o genocídio e a guerra” em vez de a UE “usar o seu poder por uma mudança a nível global” em nome da paz, como exige esta iniciativa, através da suspensão total do acordo de associação UE/Israel.
Nas redes sociais, o coordenador bloquista José Manuel Pureza também se congratulou com o atingir do objetivo de viabilizar a iniciativa e apelou a quem ainda não assinou para que o faça, pois o objetivo agora é o de chegar a um milhão e meio de assinaturas para aumentar a pressão sobre a Comissão Europeia.
[Foto: ELA - fonte: www.esquerda.net]

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