sábado, 5 de agosto de 2017

O Galego e a Lusofonia

Introdução

Qual a relação entre o galego e a Lusofonia? Desde há décadas, do lado galego não há uma resposta única. Por um lado, desde o ponto de vista político, o galego é uma língua diferente do português, com uma norma diferente (de facto, uma fraca adaptação do sistema espanhol para o galego), oficializada em 1982 através das Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego, elaboradas pelo Instituto da Língua Galega (ILG) e aprovadas pela Real Academia Galega (RAG). Por outro lado, existem grupos, provavelmente com uma presença cada vez maior na sociedade galega, que defendem que a unidade linguística entre galego e português não está quebrada. Porém, não se pode falar de dois blocos enfrentados, mas de tendências misturadas, que passam por duas soluções principais: uma é o uso de uma grafia de base espanhola para o galego, outra é a adaptação da ortografia portuguesa para a escrita do galego. No primeiro grupo há pessoas que defendem a total independência do idioma (oficialistas), a pertença do galego à Lusofonia a pesar da grafia (possibilistas), enquanto no segundo bloco há pessoas que defendem a autonomia do galego frente ao português (reintegracionistas), frente a outros que promulgam o uso do português padrão europeu diretamente (lusistas).
E qual a visão que se tem desde Portugal do galego? Desde os tempos de Leite de Vasconcelos, quando afirmava que o galego e português são codialetos, qual a situação atual? Todavia, a denominação de codialetos requer de uma atualização; essa é uma questão que abordaremos depois.
Trata-se de uma situação complexa que tentaremos analisar, tentando mostrar as diferentes hipóteses. Partiremos de uma pergunta para a qual não há, como dissemos no início, uma só resposta: se os galegos não falam português e os portugueses não falam galego, falam portanto a mesma língua?
O que é o galego?
O galego é, segundo todos os manuais, a fala românica própria do noroeste da Península Ibérica na Galiza e áreas vizinhas das províncias espanholas das Astúrias, Leão e Samora. Oficialmente é um língua independente com status de cooficialidade na Galiza, algo que também é reconhecido pelo Estado espanhol, o qual envolve que se trata de uma língua independente do português.
A realidade é que se trata de uma língua ameaçada, com evidente perigo de extinção. O que a maioria das pessoas falam é um híbrido de espanhol e galego conhecido como chapurreado. Além disso, a transmissão geracional do idioma é muito baixa, apenas 10%. A maioria dos habitantes da Galiza falam espanhol regional da Galiza. O governo galego elegido em 2009 não protege mais o galego, o seu uso diminui ano após ano nos média, na administração e na escola.
Muitas pessoas não concordam com a visão isolacionista do galego, partem de uma pergunta que a boa parte da povoação não interessa: que é o galego para além da língua própria da Galiza? Há quem crê que a salvação do galego passa por se reintegrar no português, na Lusofonia. Desta maneira a visão sobre qual a essência do galego tem duas respostas: uma é a oficial, já mencionada anteriormente, e outra alternativa, que grosso modo é conhecida no seu conjunto como reintegracionismo, pelo motivo que já fica mencionado: o galego deve reintegrar-se na Lusofonia.
A questão é capital porque existe uma ampla confusão terminológica sobre o que é o galego. Embora seja plenamente aceite a ideia do galego-português como um diassistema, a sua natureza, pelo menos no concernente à Galiza, não faz mais do que criar confusão.
A norma oficial do galego
As oficiais Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego (2003) adaptam, do ponto de vista ortográfico, o sistema espanhol para o galego. É bem certo que o sistema consonântico galego fica muito mais perto do espanhol que do português, inclusive com a existência do fonema /θ/. De facto, a norma oficial introduz <x> com o valor de /ʃ/ e o dígrafo <nh> para sinalar o fonema /η/. As regras de acentuação são quase idênticas com o espanhol, enquanto há absoluta coincidência quanto ao uso distributivo de <c/z>.
É interessante, aliás, compreender quais os critérios seguidos na elaboração do padrão galego atual em relação com o português, bem como o uso do argumento pelo governo galego da Lusofonia para promover o galego. De facto, as normas galegas são ambíguas quanto à relação com o português. Enquanto se diz no texto que o português, por razões históricas, é um referente para o galego, a influência portuguesa é recusada constantemente, preferindo-se por norma as soluções coincidentes com o espanhol.
Além disso, na escolha de formas normativizadas entre todas as que oferecem os dialetos galegos, houve uma clara tendência a escolher na maioria dos casos aquelas mais afastadas do português. Parece assim que a construção do padrão galego seguiu o critério de procurar a diferença com o português padrão, embora existam geoletos que possuem formas coincidentes com ele. O seguinte é apenas um quadro onde se mostram as soluções escolhidas nuns poucos casos, junto com as soluções do português padrão (as formas em vermelho são as oficiais):
grafico6
No entanto, não todas as pessoas que usam esta norma oficial concordam com a visão isolacionista de o galego ser uma língua independente do português. Há uma corrente que defende que o galego, embora utilize esta norma, é Lusofonia. Estão nessa primeira fase a que nos referíamos anteriormente de que não chegou o momento de propor uma mudança ortográfica do galego. Referimo-nos a eles antes como os possibilistas. A razão defendida por eles para manterem o padrão oficial é que a situação do galego é tão crítica quanto à sua conservação que falar numa modificação radical do sistema da escrita não faz mais do que acelerar a perda de falantes. Portanto, mantêm-se dentro da oficialidade, mas procurando sempre achegar-se ao português dentro das opções que permite a norma. Esta opção no uso do idioma é conhecida como galego convergente, estando os seus principais ideólogos na Universidade da Crunha e contando com o melhor linguísta galego atual como o seu primeiro promotor: Xosé Ramón Freixeiro Mato.
A origem deste grupo está na chamada  norma de mínimos, surgida em
1980 da mão da Associação Psicopedagõgica Galega. Tratava-se de uma
norma de compromisso entre a norma oficial de 1982 e o reintegracio-
nismo. A Gramática Elemental del Idioma Gallego de Carvalho Calero 
1966) já estava redigida mais ou menos nesta norma, que utilizava 
elementos portugueses gráficos como <vr> em livro ou palavra e 
seguia o português no uso de <v> frente ao espanhol: cavalo, falava 
a norma oficial segue quase literalmente o espanhol, porém). Além 
disso, seguia as regras de acentuação do português, mas apenas com 
o acento grave: insisténcia, carícia. Também separava o verbo do 
clítico com hífen: vian-se. Pelo resto, coincidia no ortográfico 
com a norma oficial, embora houvesse outros pontos de coincidência 
com o português, como os plurais do tipo túneis, tais, etc. Os 
oficialistas e os minimistas acabaram negociando a reforma da norma 
e modificaram-na em 2003, incluindo algumas das suas demandas na 
norma oficial, mas foi uma questão de imagem que, em teoria, achega-
va ligeiramente o padrão galego do português. Despois de 2003, nem 
todos os defensores desta teoria abraçaram a norma oficial; alguns 
deles optaram pelo reitegracionismo.
Existem, portanto, duas correntes dentro do uso da norma oficial: a isolacionista e a convergente ou possibilista. Enquanto a primeira tenta afastar-se do português, até ao ponto de procurar o encontro com espanhol em muitos casos, a segunda procura o contrário, procurando, aliás, reforçar o galego em todos os sentidos como ferramenta de comunicação recorrendo ao português sem qualquer complexo.
A questão do galego oficial acessível aos não galego-falantes chega 
até o absurdo de preferir ordenador a computador; luns, martes, etc.
a segunda, terça-feira, etc.; evitar formas como predio, andar, 
calzas e muitas outras por evitar a coincidência com o português, 
embora tais formas apareçam nos dicionários galegos. Esta escolha é 
conhecida como o galego amável, referido a que um galego fortemente 
espanholizado é muito mais compreensível para os cidadãos galegos 
falantes de espanhol. O critério nem só é aplicado pelo Governo 
autónomo, mas também por outras instituições e até agências de 
tradução que pedem abertamente o afastamento do português, o qual 
parece uma manifestação de lusofobia.
As diferenças entre ambos os modelos podem ser vistas no seguinte gráfico que recolhe, de uma forma simples, as duas visões do galego dentro da normativa oficial.
grafico5
A norma reintegracionista do galego
Ao mesmo tempo que nos anos 70 do século XX o movimento de recuperação do galego entrava nas universidades e daria lugar ao nascimento do Instituto da Língua Galega (1971), a visão reintegracionista ia também formando-se entre muitos intelectuais. A ideia de o galego e o português serem sempre um só idioma (as matizações nesta altura não interessam) fez com que junto aos partidários da independência crescessem aqueles outros que olhavam para Portugal como a única hipótese de a língua encontrar no mundo. Um dos pais deste movimento foi Ricardo Carvalho Calero (1910-1990), cujo pensamento deu lugar à criação da Associaçom Galega da Língua (AGAL). Toma-se como ponto de partida o trabalho A recuperação literária do galego precisamente de um português: Manuel Rodrigues Lapa.
Um ano depois da proclamação das normas oficiais do galego, a AGAL publica as suas próprias em 1983. Tais normas sofreram também, com o passo do tempo, modificações, para lentamente ir-se achegando a cada vez mais para o português.
Neste contexto convém introduzir o conceito de português da GalizaPara muitos falantes galegos, esta denominação é uma autêntica incongruência, porque se se referir à língua da Galiza, tem que ser galego.
Porém, dentro do reintegracionismo não há uma visão homogênea da questão. Por um lado, a norma AGAL mantém ainda muitos elementos iniciais e distintivos do galego, como as terminações -çom, -som ou o artigo unha (=/uηa/), que muitos utentes abandonaram para usar as formas concordantes com o português, isto é: -ção, -são e uma, embora em todos os casos se mantenha uma pronúncia galega diferente da portuguesa. Pelo outro, com o nascimento da Academia Galega da Língua Portuguesa (2008) e que vem usando praticamente o português europeu, em alguns casos com pequenas concessões de tipo morfológico às falas galegas. Daí que denominemos os primeiros como reintegracionistas e segundos como lusistas.
O conceito de paraleto no caso galego-português
Oficialmente, como já ficou dito, galego e português são idiomas diferentes. Tem cada um o seu padrão, de maneira que a partir da unidade medieval, a realidade oficial é hoje esta que representamos no seguinte gráfico:
grafico4
Oficialmente, até do galego se esgalhou um ramo, o eonaviego, que é o galego falado nas Astúrias e que o governo regional asturiano elevou à categoria de idioma (Frias Conde, 2012). Para o português, dentro de um só padrão, é possível reconhecer várias normas (portuguesa, africana, brasileira).
Desde uma perspetiva sociolinguística e atendendo para a realidade de que o galego e o português começaram a se afastar a partir da independência de Portugal no século XII, mas que a unidade linguística, apesar de tudo, não ficou totalmente rota, podemos afirmar que o uso do padrão português europeu para a escrita do galego não funcionaria. O galego pode ser escrito de conformidade com a ortografia portuguesa. Nesse sentido, desde os inícios da recuperação do galego a partir da morte de Franco, tentou encontrar um modo de o galego confluir com o português, o que na altura se entendeu como a reintegração do galego no âmbito português (daí o nome de reintegracionismo que recebe o movimento). O primeiro passo seria, portanto, a mudança ortográfica do sistema oficial de base espanhola para outro de base portuguesa.
Tal mudança ortográfica mal afeta a estrutura morfossintática do galego. Mas quando o disfarce ortográfico desaparece, vê-se que as diferenças entre galego e português são muito menores do que parece. Porém, também é certo que o galego escrito com ortografia reintegrada admite diversos graus de aproximação do português padrão europeu. Dito de um modo simples, pode-se escrever numa forma linguística mais galega ou menos, com maiores concessões para o português.
Tal forma de escrever vem-se conhecendo ultimamente sob a denominação de português da Galiza. E é galego, tanto como o é o galego escrito na norma RAG. Para um falante comum português, o português da Galiza tem aparência de português, mas apresenta traços indiscutivelmente galegos. Citaremos alguns deles aqui::
  • falais, bebeis, partis por falam, bebem, partem (fenómeno comum com falares portugueses trasmontanos e beirãos)
  • falei-che por falei-te
  • falárom por falaram (porque falaram também se usa em galego, mas apenas para o mais-que-perfeito)
  • dixo, fizo/fezo, quijo por disse, fez, quis
  • formas próprias galegas que podem ser também arcaísmos ou dialetalismos portugueses, como ment(r)es por enquantoaginha, e logo, etc.
No vocabulário há dúzias de palavras que são galegas e seguem a ser empregues com total naturalidade, embora muitas delas sejam arcaísmos portugueses ou sejam utilizadas ainda no norte de Portugal.
Se ainda tivessem a impressão que galego e português não são iguais, é certo. Nem os portugueses falam galego nem os galegos falam português, mas falam algo que tem mais pontos em comum do que pontos diferentes. O conceito de galego-português serve para isto, mas como tudo precisa dum nome mais concreto, a denominação de português da Galiza para a escrita do galego com o alfabeto português dá, mantendo em maior ou menor medida as suas feições principais aos níveis gramatical e lexical.
E com isto chegamos a uma tentativa de definição de qual a relação entre galego e português entre eles. Visto que o português é um idioma internacional, o que é o galego? Neste sentido, seria bom recuperar o conceito de codialeto cunhado por Leite de Vasconcelos (1970, 29), porém com substanciais diferenças, visto que os falares asturo-leoneses pertencem a um diassistema diferente. A definição que oferece Leite de Vasconcelos é:
Idiomes particuliers que, quoique n’étant pas aujourd’hui rigoureusement portugais, sont cependant dans un intime rapport avec cette langue.
Fiquemos, portanto, com que galego e português são codialetos, mas não o mirandês, o rionorês e o guadramilês, que são falares asturo-leoneses. Porém, o conceito de dialeto tem nos dias de hoje conotações muito negativas, portanto também o de codialeto. Tentámos pôr em dia a terminologia, partindo do conceito de diassistema que engloba o galego e o português para falar de paraletos, um conceito diferente de geoleto, socioleto ou dialeto. O galego não é mesmo um geoleto do português, como pode ser o minhoto, o trasmontano ou algarvio, também não é um dialeto em qualquer uma das aceções que tem este termo. Porém, se considerarmos que não é mesmo uma língua independente do português, o conceito de paraleto vem refletir qual a relação entre galego e português e que não tem equivalência em Europa, pois não é equivalente, por exemplo, à relação que existe entre checo e eslovaco; se calhar, o caso mais próximo seria o do catalão e o occitano, onde ambos falares podem ser paraletos.
Os paraletos mantêm uma unidade linguística, mas não usam necessariamente o mesmo padrão. Neste sentido falaríamos em parapadrão (Frias Conde 2006, 54). Esta é uma diferença importante, porque o português tem um só padrão, mas com duas normas principais: a europeia e a brasileira. Porém, tal padrão sofre modificações importantes no caso galego, pelo qual preferimos falar em parapadrão (e não subpadrão) permite que o galego mantenha, dentro da Lusofonia, uma autonomia de que carece qualquer variedade do português.
Portanto, dentro das hipóteses atuais de parapadrão galego reintegrado, a denominação de português de Galiza, formulada ainda na segunda década do século XXI, serve perfeitamente para situar o galego dentro da Lusofonia com um parapadrão próprio. Convém insistir na importância do parapadrão, porque a distância entre galego e português nem só no linguístico, mas também no social, deve ser abordada desde o reconhecimento dessa distância, mas sem quebrar a unidade linguística galego-portuguesa.
Tudo o anterior fica refletido no seguinte gráfico:
grafico3
Tudo o visto até agora sobre a evolução das normas do galego pode ser resumido nos dois seguintes gráficos, que recolhem o período que se abre em 1975 e que chega até hoje. O primeiro descreve qual a evolução dos grupos apresentados anteriormente.
grafico2
O segundo descreve a evolução das teorias linguísticas quanto à sua pertença à Lusofonia:
grafico1
Conclusões
Todas as normas presentes e passadas do galego olharam para o português, já for para se afastar dele ou bem para o contrário. Porém, quando até os mais isolacionistas reconhecem que o galego é uma língua útil para se comunicar com mais de duzentos cinquenta milhões de pessoas é evidente que não querem dizer que o galego tenha tal número de falantes. Usam-se, aliás, circunlocuções como que “saber galego é uma porta de entrada para fazer negócios no Brasil”. Esta é publicidade institucional, portanto, há um reconhecimento implícito da continuidade do galego-português. Bem parece que a grande maioria das pessoas que tem interesse na questão do galego reconhece que o galego tem que fazer parte da Lusofonia, seja isto dito claramente ou simplesmente insinuado.
E à Lusofonia convém que o galego faça parte dela? A resposta tem que vir da própria Lusofonia. Até agora há nomeadamente desconfiança, temor (a uma eventual reação da Espanha se o galego fizesse parte de uma “instituição” estrangeira) e desconhecimento. Porém, esperemos que as coisas mudem em breve.
A meu ver, há várias estratégias que se podem marcar para reforçar a ideia de uma Lusofonia que inclua o galego. São estas:
  • Redefinir o conceito de “galego-português” em todos os âmbitos, nem só académicos, mas também políticos, culturais e principalmente editoriais, atualizando a visão de uma língua do século XXI, não como algo medieval..
  • Valorizar a aceitação do galego como Lusofonia com a ortografia oficial, algo de que já temos falado, porque simplificaria muito as coisas.
  • Formular a existência de um espaço único cultural desde A Crunha até Faro, sem esquecer o Brasil.
  • Projeção da literatura galega em Portugal.
  • Introdução do ensino de português nas escolas e liceus galegos (para isso foi aprovada recentemente a Iniciativa Popular “Valentim Paz Andrade”, no 14 maio 2014 pelo Parlamento regional de Galiza, segundo a qual, impulsionar-se-á o ensino de português nos centros escolares galegos, entre outras medidas).
Quadro-resumo
grafico7
Bibliografia
Associaçom Galega da Língua (1983): Estudo crítico das «Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego». Santiago de Compostela : AGAL.
Carvalho Calero, R. (1966). Gramática elemental del gallego común. Galaxia:Vigo.
Frias Conde, X (2004). “Su galitzianu, su catalanu e su sardu: comente arribare a una standardizatzione. Modellos e tzircustàntzias”, em Mensching G & Grimaldi, L. Su sardu. Limba de Sardigna e limba de Europa. Cagliar:CUEC.
Frias Conde, X. (2006). “A normalización lingüística na Romania. A normalización da lingua e normalización dos falantes (o caso dos neofalantes)”, em Ianua 6. Disponível em http://ianua.romaniaminor.net/Ianua06/08.pdf(agosto 2014).
Frias Conde, X. (2012). “Nos limites nordestinos do galego-português europeu: o eonaviego”, em Quem fala a minha língua. Santiago de Compostela:Através Editora
Instituto da Lingua Galega (1982): Normas ortográfias e morfolóxicas do idioma galego. Santiago:Xunta de Galicia
Vasconcelos, J. Leite de (1970). Esquisse d’une dialectologie portugaise 2ª ed. Lisboa : Centro de Estudos Filológicos, 1970.

[Fonte: pivonauta.wordpress.com]

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