sábado, 19 de novembro de 2016

Bicicleta beneficia economia da Europa em € 205 bilhões por ano


Escrito por FÁBIO MAGINA 

Países europeus que incentivam o uso da bicicleta nos deslocamentos há certo tempo, colhendo seus benefícios para a saúde da população e para a fluidez do tráfego, também acumulam benefícios econômicos desse modo de transporte. é o que mostra um estudo acadêmico encomendado pela European Cyclists’ Federation (ECF), com a finalidade de verificar o impacto na criação de empregos pelo setor da bicicleta.
O estudo mostrou que o benefício econômico da bicicleta na Europa é estimado em 205 bilhões de euros por ano. Intitulado “Cycling Works Jobs and Job Creation in the Cycling Economyo trabalho evidencia que os empregos são originados ”da necessidade de um sistema de transporte mais eficiente para o alívio do congestionamento, benefícios para a saúde e para um melhor acesso”.

Geração de empregos e fortalecimento do comércio

Dentre os principais benefícios à economia estão cerca de 650.000 postos de trabalho em período integral, incluídos aqueles na indústria e comércio, infraestrutura ciclística e setor de turismo em bicicleta (cicloturismo) – este último com o maior impacto de contribuição econômica apurado.
Outra verificação importante é que o setor da bicicleta é o que mais emprega entre os modais de transporte, perfazendo o volume de empregabilidade de 3 vezes mais que o setor de automóveis por milhão de volume de negócios, tornando-o o mais inclusivo.
Além da geração direta de empregos, uma análise qualitativa dos postos de trabalho originados pela bicicleta apresenta a opção de inclusão de oportunidades para pessoal de baixa qualificação, onde atualmente se encontra a maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
Ciclistas também são melhores para a economia local, fazendo mais compras em lojas, restaurantes, cafés e outras empresas do que utilizadores de outros modais de transporte. O estudo aponta que, apesar de gastar menos por compra, quem usa a bicicleta visita as lojas com maior frequência, é mais leal ao fornecedor do que clientes motorizados e gasta mais em lojas de varejo, inclusive visitando mais as lojas de conveniência locais.

[Foto: Raquel Jorge - fonte: www.vadebike.org]

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