Com o texto da tradutora e intérprete Tine Lykke Prado, iniciamos a série de publicações sobre as expectativas e experiências dos seis tradutores que participam do Programa de Residência.
O encontro no Brasil com outros tradutores
Traduzir é um trabalho solitário, porém altamente prazeroso. Ser tradutor de literatura brasileira na Dinamarca é ainda mais solitário, porque sou praticamente a única tradutora especializada em literatura brasileira. Trata-se de paixão.
Por isso será um prazer enorme encontrar tradutores de literatura brasileira – e a primeira vez para mim. Este encontro de trocar ideias e experiências se tornará sem dúvida em uma grande inspiração para trabalhos futuros.
Encontrar outros tradutores de literatura brasileira é uma oportunidade única de saber como é a sua recepção em outros países e quais são os autores mais lidos. Imagino que isto varia muito das diferentes partes do mundo. Gostaria de saber como trabalham os meus colegas – se eles também procuram escolher os autores brasileiros que mais apreciam para depois solicitar editoras e eventualmente apoio financeiro. Gostaria de saber também de suas experiências deles e se procuram os autores para tirar dúvidas ou não.
Traduzir literatura brasileira não é pão, mas paixão – na Escandinávia, quando não se fala em literatura popular. E traduzir Clarice Lispector implica isolar-se deliciosamente e se deixar cair num outro mundo, na tentativa de entrar no labirinto dela.
É uma bela iniciativa de nos juntar, uma ocasião rara de poder conversar com colegas compartilhando a mesma paixão – a de traduzir literatura brasileira.
[Fonte: bookcenterbrazil.wordpress.com]

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