Por GERSON INGRÊS
O Conselho Nacional de Tradução (CNT), enquanto entidade representativa de todos os agentes do setor, assume-se como parceiro privilegiado do Governo nas urgentes transformações legislativas para adaptar o exercício profissional em Portugal às exigências da União Europeia e internacionais.
Esta organização, que agrega as associações de tradutores, de empresas de tradução e as entidades formadoras de tradutores, tem como objetivo “defender os interesses da Tradução em Portugal”, um setor de atividade de relevância crescente nas sociedades e gerador de riqueza.
“Enquanto prática estratégica e de elevado valor em contexto social e institucional no âmbito das políticas de multilinguismo e internacionalização, a tradução é igualmente geradora de riqueza e, como tal, possui um inegável valor económico”, afirma o presidente da Direção do CNT, Fernando Ferreira Alves,
Para o dirigente e professor na Universidade do Minho, a importância da tradução decorre igualmente das “múltiplas variáveis e cambiantes associadas à prestação de serviços de língua, nomeadamente nos domínios político, social, económico e financeiro, jurídico, linguístico, institucional, formativo e profissional”.
Nesse sentido, o CNT pretende assumir-se como um órgão de cúpula e plataforma de reflexão e intercâmbio de ideias, capaz de congregar as expectativas e desígnios associados às profissões das línguas / indústria das línguas, com especial enfoque nas respetivas questões socioprofissionais, nomeadamente da dignificação, notoriedade, estatuto e reconhecimento da tradução e interpretação a nível nacional e internacional.
Perante os desafios que se colocam em Portugal, o Conselho Nacional de Tradução quer ainda ser consultor, parceiro privilegiado junto dos decisores políticos e interlocutor governamental em matérias relacionadas com esta prática profissional.
Irá mobilizar os seus esforços no sentido de contribuir para “uma discussão séria, positiva e sustentada” acerca da necessidade de organização sectorial, acesso à profissão, certificação e acreditação profissionais, bem como o reconhecimento e visibilidade das profissões das línguas.
Entende como de grande relevância, nomeadamente, a certificação e estatuto do tradutor ajuramentado à luz da Directiva 2010/64/UE do Parlamento Europeu e do Conselho de 20 de outubro de 2010 relativa ao direito à interpretação e tradução em processo penal, bem como a questões dos direitos humanos no âmbito das políticas de multilinguismo.
São desafios para a nova direção do Conselho Nacional de Tradução promover a articulação e o diálogo entre os vários agentes e parceiros nacionais e internacionais envolvidos neste processo, nomeadamente a nível profissional, formativo e empresarial.
Pretende igualmente contribuir para o desenvolvimento de uma atitude proactiva e responsável face à profissão, premiando as boas práticas profissionais, promovendo campanhas de sensibilização e informação da opinião pública face à representação negativa da profissão aos olhos do público e defendendo os interesses desta atividade.
Conferência em Coimbra dia 17
Nesse sentido, a 17 de maio o Conselho Nacional de Tradução vai ser parceiro de uma conferência a decorrer na Universidade de Coimbra sobre “A Tradução na Prática – A Prática da Tradução”, especialmente dirigida a tradutores e futuros tradutores, para promover a troca de experiências, fomentar o trabalho em rede e a reflexão conjunta.
Fazem parte do Conselho Nacional de Tradução (CNT) a Associação Portuguesa de Empresas de Tradução (APET), a Associação Portuguesa de Tradutores (APT), as universidades do Algarve, Coimbra, Católica Portuguesa, Lisboa, Minho, Nova de Lisboa e do Porto, o Instituto Politécnico de Leiria e o Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto.
[Fonte: www.local.pt]
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