Por Rodrigo Borges Delfim
O Brasil irá sediar em dezembro deste ano, em Brasília, a Conferência Cartagena +30, cujo foco será debater a proteção e os desafios humanitários enfrentados por refugiados em todo o mundo. O anúncio foi feito pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) em Genebra.
O Brasil irá sediar em dezembro deste ano, em Brasília, a Conferência Cartagena +30, cujo foco será debater a proteção e os desafios humanitários enfrentados por refugiados em todo o mundo. O anúncio foi feito pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) em Genebra.
A Declaração de Cartagena é um instrumento regional não vinculante
elaborado naquela cidade em 1984 e que tem como foco a proteção e os
desafios humanitários enfrentados por refugiados. Ela é conhecida por
expandir a definição de refugiado estabelecida pela Convenção de 1951 e
já foi confirmada pela ONU, OEA e adotada pela legislação nacional de 14
países. Durante três décadas a Declaração tem provado ser um
instrumento altamente efetivo na respostas aos diferentes desafios por
seu caráter flexível, pragmático e inovador.
“Este
gesto deve ser visto como um importante reconhecimento ao nosso país e
ao trabalho do CONARE, que tenho a honra de presidir no Ministério da
Justiça”, diz o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, por meio da página pessoal no Facebook. Ele esteve nesta semana na Argentina para um dos eventos de construção da Cartagena + 30, a Reunião da Consulta Sub-Regional de Buenos Aires.
Ainda de acordo com
o secretário, a Cartagena +30 deve realizar um amplo processo
consultivo nos países da América Latina e Caribe para analisar os
desafios contemporâneos na região para refugiados, deslocados internos e
apátridas.
O secretário aproveitou ainda para reforçar o convite à elaboração de propostas
nessa área para a Conferência Nacional de Migrações e Refúgio
(COMIGRAR), a ser realizada entre 30 de maio e 1° de junho em São Paulo,
por meio da plataforma virtual da Conferência.
Outras informações sobre a Cartagena +30 podem ser obtidas por meio da página especial da Conferência, no site da ACNUR.
[Fonte: www.migramundo.com]

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