terça-feira, 16 de abril de 2013

Macau pode ser centro de dinamização de Portugal na Ásia


Macau pode ser um centro de ensino da língua e cultura portuguesas na Ásia. O turismo pode ser intensificado naquela antiga colónia nacional para atrair asiáticos. São duas ideias para a rota de Portugal no Oriente, avançadas hoje numa conferência promovida por Cavaco Silva.
Por Diogo Cavaleiro

Portugal devia apostar no ensino de português em Macau. Não só para luso-descendentes mas para todos os habitantes da região da Ásia e do Pacífico. O objectivo será fazer da antiga colónia de Portugal um centro de ensino da língua e cultura nacionais à escala regional.

Esta foi uma das ideias discutidas hoje na conferência “Portugal na balança da Europa e do Mundo”, que se realizou na fundação Champalimaud, sob a organização da Presidência da República. Neste caso, a ideia é de Pedro Catarino, embaixador em Washington e em Pequim, que esteve integrado no grupo de ligação conjunto sobre o futuro de Macau.

A concepção de que o ensino pode ser valorizado não é exclusiva de Pedro Catarino. Ming K.Chan, professor de um centro de estudos da Ásia na Universidade de Stanford, acredita que atrair “activamente” asiáticos para se inscreverem em cursos de língua portuguesa e acções de formação é uma forma de aproveitar as oportunidades que Portugal tem na Ásia. Outra hipótese é a promoção do turismo de forma intensa, no sentido de atrair visitantes asiáticos.

Na opinião de Chan, “a desvinculação de Portugal das responsabilidades administrativas de Macau não deveria ser uma memória histórica mas deveria tornar-se no ponto de partida para o restabelecimento de uma relação privilegiada com a Ásia”. Porque Portugal facilita a ligação da Ásia, nomeadamente China, a mercados como Angola e Brasil, acrescentou.

“Há extraordinárias potencialidades, é preciso iniciativa e esforço”, comentou por sua vez Pedro Catarino, acrescentando que uma coisa é a história de ligação entre os dois povos – portugueses e macaenses –, que ficou no passado, outra é a do futuro. “O que a história pode é potenciar a relevância [que esta relação já teve]. Este é o desafio do Presente”, disse.


Portugal tem “bons trunfos” para aproveitar as oportunidades que se abrem no Oriente, em especial na China, sintetizou o general Vasco Rocha Vieira, moderador deste painel sobre a rota de Portugal, seus desafios e potencialidades, no Oriente. 

[Fonte: www.jornaldenegocios.pt]

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